SB 2007 - Dando uma geral pelo festival (sábado)
Saiba como rolou o último dia do festival
06.05.07 12:55
foto: Fábio Mergulhão
07h59
MILHAS E MILHAS EM FERVO
São oito horas, Simian deixou o palco sem entender nada de tão dançante que foram. O clima na sala de imprensa parece de buteco ao lado de fim de quermesse.
Mas é bom o clima, prosaico, parece que todo mundo é colega de trampo há anos: faxineira, fotógrafo, editor, assessor, produtora, gente que deu o truque com a credencial.. todo mundo. Teve até assessora indo embora de bike.
E nas áreas comuns, aquele trânsito 23 de Maio de clubber. Muito óclão, o sol veio, devia ter ficado em casa, deixado tudo nebulosinho como estava ontem, cinza igual à cidade. As rodinhas de baseado são mais explícitas, a azaração aka acuendação também, mas a essa hora, que santo Cristo já se importa com alguma coisa?
Mas enfim, Mau toca agora, Miss Kittin terminando, Lôrrã e Marqui, e nóis aquitravez...
Tem Steve Lawler na Pacha (80 pila) e o Ratier saiu junto com os James do Simian Mobile Disco chamando o povo.
Virada Cultural?
Jade Gola
02h26
ESTAVA NA HORA
Live Stage animado, tenda The End abarrotada e Marky fechando a sua primeira apresentação. Casa cheia, a organização passou uma parcial de público de 19 mil pessoas. Ufa! Finalmente o Espaço Skol Beats está com cara de festival.
Poooonto para a organização!
Filas no banheiro = zero
Consumo do bar = 3 x o de sexta
Vibração do público = nível + 200 comparado com sexta
Logo mais, Crystal Method deve ser responsável pela migração de uma galera que está esquentando as pernas durante a apresentação de Laurent Garnier na The End.
Greta Rincon
23h30
BIG BROTHER
Perto da entrada pelo portão 29 os mais atentos viram uma sala cheia de monitores de plasma e gente de paletó. Trata-se da área de monitoramento do festival. Nas ruas próximas, na bilheteria e no Skol Live Stage há câmeras com a potência de um Google Maps. Seguranças monitoram os usuários e com um potente zoom conseguem identificar até a cor da pedra de um anel.
Em tempo: Nas outras tendas não há câmeras.
Danilo Poveza
23h00
THONG, ÓCULOS, CHAPÉU E LIONEL RITCHIE
A idéia era dar uma aquecida nos tambores para o Bonde do Rolê, que também adora uma sacanagem. O problema é que The Cuban Brothers, que se apresenta antes do trio curitibano, fez a temperatura subir demais.
Depois de uma sequência frenética de mambo, salsa e merengue que divertia a galera da pista do Live Stage, o excêntrico vocalista do Cuban Brothers resolveu fazer uma mega-performance na sua penúltima música da noite. Vestindo apenas um thong (isso mesmo que você está pensando, aquela calcinha com um fiozinho no bumbum, vulgo tapa-sexo), na cabeça um chapéu e óculos escuros, Miguel cantou "All Night Long", de Lionel Ritchie.
A pista ficou dividida: os constrangidos olharam para o lado e aproveitaram para reabastecer o copo ou dar uma espiada nas outras tendas. A outra metade entrou no espírito revival anos 80 de "All Night Long", dançou, suou e gozou. Opa...gostou!
Greta Rincon
22h30
OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Os dois jornalistas que fazem a cobertura do Skol Beats para os dois maiores jornais do país têm opinões parecidas. Thiago Ney, da Folha de São Paulo, achou que o festival de ontem teve um lineup que decepcionou (MSTRKRFT e Donnacha Costello não vieram) mas viu bastante gente se divertindo muito nas outras tendas que tinham um som mais facilmente assimilável por todo mundo. Monique Oliveira, que veio na equipe do O Estado de São Paulo também viu a tenda DJ Mag muito fervida, mas aponta que a situação foi bem específica. Para ela ainda mais gente saiu desapontada com o cano de duas atrações do Skol Beats.
Danilo Poveza
22h05
QUEM DÁ MENOS
Se você decidiu vir agora para o Skol e está sem ingresso, cuidado. Você pode chegar perto da bilheteria e sentir na pele o assédio incoveniente dos cambistas de plantão.
A quantidade de gente vendendo ingresso no câmbio paralelo é coisa de outro mundo. Mas, depois que a galera percebeu o esquema dos cambistas, que nas primeiras abordagens chegam a pedir R$ 100, o papel de "quem paga mais" se inverteu.
Enquanto os cambistas brigam ente si numa disputa pelo cliente, o preço vai caindo, caindo, caindo... e chega uma hora que é o cliente que faz a oferta. Alguma mais ou menos assim: "Bom, eu tenho R$50, quem quer me vender um ingresso?"
Mas a organização adverte: muitos ingressos que estão nas mãos deste pessoal são falsos. A bilheteria continua sendo a melhor opção.
Greta Rincon
21h37
DB NOS GROTÕES
Para quem não dá a mínima para drum'n'bass, talvez uma boa notícia: a tenda The End é a que está ao lado do palco hoje. Fica a tenda do cantão, lá no fundo e que ontem era a DJ Mag, para quem gosta de Marky & seus friends.
E uma boa dica, num momento merchan-larica, são os sanduíches de mortadela do mercado municipal que estão vendendo ali. Absurdo.
No mais, o live stage ainda está com ares de esquisitice do festival, ainda mais com os shows que vem a seguir: Bonde do Rolê, Cuban Brothers. Ainda mais com o M.A.N.D.Y luxuosíssimo na The End. Sem dúvida os DJs mais bonitos que eu já vi na minha vida. Betty e Reginaldo Faria.
Jade Augusto Gola
20h30
OPERAÇÃO DANCING?
Porque o pelotão da Polícia Militar destacado para a segurança de hoje é diferente de ontem, não é possível uma informação com segurança sobre o número de ocorrências na noite de sexta-feira.
Contudo, num dos banheiros próximos ao Live Stage houve um flagrante por posse de entorpecente. Um policial à paisana interpelava quem estava na área para saber se alguém tinha "um pózinho". Em poucos minutos um jovem estava sendo encaminhado para fora dali, acompanhado do homem que fazia a pergunta nas cabines do banheiros e de outros dois homens, todos sem farda da Polícia.
Danilo Poveza
19h34
CALOR E PRIMEIRAS MOVIMENTAÇÕES NO ANHEMBI
Para quem foi pego despreparado pelo frio de ontem, o calor que está fazendo por enquanto é até um alívio. Como era de se esperar, por enquanto o fluxo de pessoas pela rua Olavo Fontoura e pelos portões do evento está bem tranqüilo.
Cheguei aqui pegando uma carona em um dos ônibus fretados pela organização do evento. Às 19h, horário que embarquei, não havia filas nem tumulto na rodoviária do Tietê. É uma boa alternativa para quem não quiser pagar os R$20 do estacionamento. Mas pelo que conversei com o pessoal que já havia pego esse ônibus em outras edições, no horário de pico a coisa fica mais tumultuada.
Hoje a organização liberou outros portões que dão acesso à sala de imprensa. Bem melhor que passar pela única saída emergência que estava disponível ontem.
Marcus Vinícius Brasil
18h30
ÍNDICE NASDAQ
As fichas para bebidas ainda não começaram a ser vendidas e a previsão é que isto ocorra às 19 horas. O cambista Bahia na portaria principal disse que ingressos foram vendidos por até cinco reais, ontem. Segundo ele, "mais tarde dá para fazer um negócio legal". É que ele acha que neste sábado mais gente vem e o preço da entrada vai subir. Na sexta, pulseiras VIP podiam ser compradas por vinte reais.
A sala de imprensa tem um cheiro forte de Limpol que vem de uma faxina de última hora.
Toda a equipe de bar e caixas é nova. Mas os seguranças são os mesmos de ontem, trocaram apenas de postos, segundo três funcionários que entrevistei.
Danilo Poveza