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Vol. 11 - Soul Train
La Jaca Sessions
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Vol. 11 - Soul Train
soul
09.05.07
  • Currently 5.00/5
Nota: 5.0 (2 votos)
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O que? Nada de Marvin Gaye, nem de Aretha Franklin, nem de Ray Charles, nem de Sam Cooke? Antes que venham reclamar já me antecipo, não cabe todo mundo e depois tem mais. Mas tem Spinners, Commodores, Temptations, Al Green, Barry White, entre vários outros mestres do soul.

O soul é um dos gêneros mais antigos que existem embaixo do gigantesco toldo chamado “black music”. Surgido na virada dos anos 50 para os anos 60 quando Ray Charles juntou a melodia e a emotividade do gospel com o pecado e o groove do rhythm’n’blues. O soul tem muita ênfase na performance vocal que tem que ser carregada de drama e emoção, claro.

A sonoridade mudou através das décadas e de acordo com os produtores, desde a pegada rústica da Stax nos anos 60, passando pela sofisticação melódica de O’Jays e Barry White nos anos 70 até os timbres sintetizados que tomaram conta a partir dos anos 80.

“Papa Was a Rolling Stone” The Temptations (Tamla Motown, 1972)

Soul épico de um dos maiores grupos vocais masculinos de todos os tempos. A gravadora Motown é sinônimo de black music dos anos 60 e 70.

“Backstabbers” O’Jays (Philadelphia International, 1972)

Outro trio de caras com gogós abençoados cantando sobre a velha questão da inveja. A Philadelphia International era outro celeiro de soul que teve hit atrás de hit nos anos 70.

“It’s a Shame” Spinners (Motown, 1970)

Grupo vocal que estourou nos anos 70 com produção e composição de Stevie Wonder, que na época tinha só 20 anos, mostrando desde cedo seu talento.

“Night Shift” The Commodores (Motown, 1985)

Tributo emocionado ao insano Marvin Gaye (que foi morto pelo próprio pai numa briga) de um grupo que já teve Lionel Richie como vocalista.

“It’s Ecstasy When You Lay Down Next to Me” Barry White (20th Century, 1977)

O vozeirão sensual dos anos 70 arrasa em mais uma das canções-chaveco que era sua especialidade.

“Funky Weekend” The Stylistics (Avco, 1975)

Galera que dominava as radios nos anos 70 canta sobre um tema caro a todos nós: a expectativa do fim-de-semana.

“Do You Love What You Feel” Rufus & Chaka Khan (MCA, 1979)

O Rufus foi o grupo onde estreou o vocal poderoso da diva Chaka Khan. Aqui eles mandam soul-disco de primeira.

“Just Be Good To Me” SOS Band (Tabu, 1983)

A influência do sintetizador na black music dos anos 80 aparece em toda sua glória nesse sucesso que já ganhou várias releituras na música eletrônica.

“If There’s a Hell Below We’re All Going to Go” Curtis Mayfield (Curtom, 1971)

O mestre Mayfield, ex-vocalista do Impressions, chega todo apocalíptico e sombrio nessa pérola de seu primeiro álbum-solo Curtis.

“Tired of Being Alone” Al Green (Hi, 1971)

A voz doce e insinuante do Reverendo Al Green brilha em uma de suas faixas mais bonitas.

“Revival” Martine Girault (ffrr, 1992)

Soul moderno, com influências de jazz. Pena que Martine Girault e sua voz delicada sumiram do mapa depois.

“Walk On By” Dionne Warwick (Pye, 1964)

Mega-clássico da diva de Burt Bacharach e Hal David, grandes compositores pop dos anos 60.

“Where Did Our Love Go?” The Supremes (Motown, 1964)

As Supremes (que inspiraram o trio do filme Dreamgirls) foram o grupo feminino mais bem-sucedido da história e tinham Diana Ross como vocalista líder.

“Tracks of My Tears” The Miracles (Tamla, 1965)

O grupo de Smokey Robinson era uma das jóias da Tamla Motown. Aqui eles cantam uma de suas comoventes canções de amor não-correspondido.

“Tramp” Otis Redding e Carla Thomas (Stax, 1967)

Divertido dueto de duas estrelas da Stax, a principal concorrente da Motwon nos anos 60. Carla chama Otis na chincha e tacha “Otis, você é um vagabundo”.

“Solid” Ashford & Simpson (Capitol, 1984)

Valerie Simpson e Nicholas Ashford eram o casal 20 do soul Americano, compuseram muitos hits para a Motown e depois se deram muito bem em carreira própria.

“Hold Me Tighter in the Rain” Billy Griffin (CBS, 1982)

Rapaz boa praça e de voz macia que teve esse único e inspirador hit.

“Teardrops” Womack & Womack (4th & Broadway, 1988)

Outro casal, Cecil Womack e Linda Womack, que lançou bons álbuns nos anos 80. Esta veio do disco Conscience.

“Supernatural Thing” Ben E King (Atlantic, 1975)

King tinha despontado na virada dos anos 50 para os 60, com a famosa “Stand By Me”. Ele reapareceu uma década depois com esse número bem funkeado.

“Ooh Child” Five Stairsteps (Buddah, 1970)

Mais um grupo de um hit só do qual pouco se sabe. Mas estavam no selo de Curtis Mayfield, o que já é recomendação suficiente.

“Respect Yourself” Staple Singers (Stax, 1968)

Irmãs da casa Stax que usavam seus pulmões treinados no gospel para mandar calor e vigor em faixas fortes como essa.

comentários
Alain Patrick
Alain Patrick (26.12.07)
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O Curtis Mayfield lançava muito artista fera no selo dele, o Curtom, vale a pena uma pesquisa a respeito.
Entre os meus favoritos, estão Five Stairsteps & Cubie (batizados stairsteps porque eram cinco irmãos cujas cabeças de diferentes tamanhos faziam uma escada) - autores de "Don't Change Your Love", a faixa que abre com os beats que foram sampleados pelo Naughty By Nature em "Hip Hop Hooray";
e o fantástico Baby Huey, cuja faixa de seu álbum de 1971 "Listen To Me" é uma das minhas favoritas de Soul de todos os tempos (e dali, sairam percussão e vocais que a dupla Double Dee & Steinski usou em "The Lessons" parte 3, logo depois do trecho dos Dynamic Corvettes).
Chris Pot
Chris Pot (17.08.07)
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Bom texto+bom assunto+boa música= bom gosto. É isso aí =]
Lara
Lara (20.06.07)
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Muuuito bom!
Namaste :)
anderson
anderson (27.05.07)
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sempre caprichando heim camilo, enciclopedia ambulante!
carol
carol (19.05.07)
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Meudeus, isso tá muito bom.