26.07.07
Depois vem "Cocoon", de Bjork, faixa extraída de um de seus albuns mais melancólicos, Vespetine, de 2001. Beth Gibbons, vocalista do Portishead, e que depois seguiu carreira solo, se debulha em lágrimas em "roads", do clássico album de 1994, Dummy. Nico empresta seus graves para a clássica "My Funny Valentine", faixa extraída do obscuro e experimental Camera Obscura, de 1984. Quatro anos mais tarde ela morreria num sinistro acidente de bicicleta
em Amsterdã.
Outra cantora que chega a dar arrepios é Liz Fraser do Cocteau Twins, aqui com "Song to the Siren" faixa de 1984 do álbum It'll End in Tears do projeto This Mortal Coil, que reunia os principais artistas do selo 4AD. E quem fecha a ala feminina é a cantora e compositora canadense Feist com a belíssima "How My Heart Behaves" do seu mais recente álbum The Reminder. Essa faixa é produzida pelo DJ e produtor Mocky e tem Eirik Boe, do Kings of Convenience, nos backing vocals.
Os que abrem a ala dos meninos não são tão meninos assim. Antony & the Johnsons e Rufus Wainwright mostram que as "bis" também choram. Depois vem o inglês Nick Drake, com seu folk charmoso e depressivo. Ele tinha problemas psíquicos e morreu jovem, de over de tarjas pretas, não se sabe se acidentalmente ou não.
Depois vem Ian Curtis do Joy Division com a lindíssima "Decades", do álbum Closer, de 1980. Nesse mesmo ano ele se suicidaria. Thom Yorke, vocalista do Radiohead, é o próximo com "Cymbal Rush". Música do seu álbum-solo The Eraser, do ano passado. Quem fecha é o cavernoso Nick Cave, com participação de Kylie Minogue nos vocais, em "Where the Wild Roses Grow". Vem do álbum Murder Ballads, de 1996, onde todas as músicas falam de morte e assassinato.
Leonard Cohen, Tom Waits, Marianne Faithful, Chet Baker etc, ficam pra
um outro podcast...
"Tristeza não tem fim, felicidade sim..."
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