Bollywood ilustra visualmente o mundo étnico e fabuloso da música folk de Devendra
O
vídeo da semana de hoje corrige uma injustiça lá dos idos de 2007: deixar passar batido o último álbum do músico americano Devendra Banhart,
Smokey Rolls Down Thunder Canyon, lançado em setembro pela XL Recordings. Só agora Devendra lança o primeiro clipe do álbum, "Carmensita", uma pequena e divertida esquete Bollywood que traz a atriz (e sua namorada) Natalie Portman como a princesa Carmensita Saplingita.
Apesar da canção em espanhol (Devendra viveu grande parte da sua infância na Venezuela - acompanhe
aqui a letra de "Carmensita"), o clipe teve ótima produção inspirado no cinema indiano: cores saturados, mitologias hindús e a divertida história do príncipe Hraminah (Devendra), que volta após três eclipses cheios para reconquistar o amor da princesa Carmensita Saplingita (Natalie Portman). Para tanto, terão que enfrentar a fúria de deuses malignos, o malevolente Rajah e as volúveis amarras do amor a dois. Assista.
Devendra Banhart - CarmensitaQUEM TEM MEDO DE DEVENDRA?Este que escreve por essas linhas perdeu implicâncias com o trabalho do cantor de folk e psicodélico étnico após vê-lo ao vivo no TIM Festival carioca 2006. Entre pétalas de rosa pululando no ar, sussurros e Caetano Veloso na pista (referência marcante), um cantor de performance cativante fez das melhores apresentações do festival com sua afiada (e quase cinematográfica) banda Spiritual Bonerz, da qual Rodrigo Amarante, ex-Los Hermanos, hoje faz parte eventualmente.
Tropicália, naturalismo, rock 60s/70s e um clima neo-hippie agradável e de digestão pop fazem Devendra ser, tanto na imagética quanto na música, um músico peculiar e coerente com nossos dias de globalização étnica no pop. Ouça um pouco mais, "Samba Vexillographica" e "Shabop Shalom", duas boas músicas de
Smokey Rolls Down Thunder Canyon.
Felizmente não é caso do Devendra que usa toda essa informação de forma divertida e irônica.
Cara, acho chique este caldeirão multi-cultural! =]
EUA, Venezuela, Índia, Israel (via a Portman), tem de tudo um pouco.
Cheira à pastiche, quase deboche multi-cultural mas que é simpático é.