Cinco Perguntas para Click Box
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Cinco Perguntas para Click Box
Pedro Turra e Marcos AS estão na Europa promovendo seu novo EP, lançado pela turma de Magda e Troy Pierce
03.06.08 12:40
Pedro Turra e Marco AS foram uma dupla que há mais de três anos abraça as linhas minimalistas do bom techno e agora, após uma carreira consistente, alcançam o ápice de seu projeto Click Box ao lançar um EP pela Items & Things, selo de Magda, Marc Houle e Troy Pierce. Este recém-nascido selo é da frondosa família da M_nus, fortaleza internacional do beat minimal.

Espaço e Tempo é o trabalho que levou em bom português esses dois paulistanos a excursionar esse mês pela Europa, apresentando faixas como "Funk Mouth" e "Sugar Pain" do Reino Unido à Croácia, da Espanha à Polônia. O lugar ao sol ao lado de tais estrelas minimalistas veio após um trabalho cuidadoso que já rendia boas posições no Beatport e um nome forte em festas, compilações e festivais brasileiros. Confira as Cinco Perguntas do rraurl a eles.

Agora que vocês podem se considerar nivelados ao 'supra-sumo' do minimal techno mundial, qual a impressão de vocês quanto ao gênero?

Em nossa opinião, de agora em diante, a procura é por um diferencial, uma identidade, esse foi um dos argumentos que a Magda teve em uma conversa conosco. O estilo chegou a um vício de produção, e agora precisa evoluir, deixar os vícios para traz.

Sempre chega o momento em que um estilo se transforma em um standard, ele
atinge uma popularidade maior e é normal que comece a ficar um pouco maçante, pois nem sempre o ideal de um produtor é fazer algo diferente, e sim fazer parte daquilo que está acontecendo no momento. Não vemos isso como um ponto contra, mas sim como uma motivação para tentar produzir um som nosso, com personalidade.

Quais são seus artistas prediletos do gênero hoje? E por quê?

Os prediletos com certeza são: Marc Houle pela estética, gostamos muito de sintetizadores analógicos como ele, inclusive já andamos conversando em trocar alguns com ele. Richie Hawtin pela questão de tecnologia e versatilidade; Ricardo Vilallobos por nunca ter ficado preso a fórmulas; Magda, claro, com seu lado super funk e dirty bass; Tim Xavier também é muito legal, curtimos sua experiência com masterização. É dificil citar todos que gostamos, acho que esses são os que conseguimos lembrar mais facilmente.

Apesar da ligação ao minimal, Espaço e Tempo tem faixas como "Bass Tilt" e "Funk Mouth". Quais são suas outras referências sonoras e como elas se encaixam no som da dupla?

Escutamos muita música, temos uma produtora de áudio e a relação com vários estilos é essencial. As inflluências pessoais e que influenciam diretamente o Click Box com certeza são: Joy Division, Depeche Mode, Cabaret Voltaire, Kraftwerk, The Cure, Nine Inch Nails, New Order etc.. Todas essas bandas têm um lado de construção e estética musical que nos agrada muito.

Esse novo EP, mais do que minimal, é um título que remete aos 'vazios sonoros' do dub e afins. Como vocês avaliam a evolução do som (e da
Click Box adora a Magda
Click Box adora a Magda
forma sonora) do Click Box desde o começo? Houve uma evolução que enfatizou
ainda mais a abstração inorgânica?


Analisando nossa música desde o começo, com certeza ela evoluiu muito e de uma forma bem saudável para nós. Quando estamos produzindo tentamos nos divertir ao extremo, essa é a idéia. No começo do projeto rolava uma tensão interna, uma certa ansiedade para concretizar logo algo que só estamos conquistando hoje, quatro anos depois.

Temos certeza de que isto que está acontecendo agora, é o reflexo da diversão que temos com a nossa música, ela com certeza evoluiu para um lado mais orgânico do que inorgânico, pois usamos muitos sintedizadores analógicos e na maioria das vezes eles são gravados totalmente ao vivo, desde a seqüência de notas até suas manipulações.


Richie Hawtin e sua trupe tocarão no Sónar numa espécie de orquestra minimalista, regida por ele. Vocês acham que, com a popularização do estilo, a performance é um fator de importância? Como vocês trabalharão a performance de vocês agora nessa nova fase?

Com certeza a performance é importante, sempre tentamos inovar em algo. Nosso live é construido na hora, não existe uma seqüência musical programada, todos os elementos podem ser manipulados ao vivo, isso dá um movimento maior para a apresentação, tanto para nós como para quem está assistindo. Sempre levamos um ou dois sintetizadores e também pedais de efeitos analógicos, tudo isso influi para uma performance melhor.

Jade Augusto Gola
Jade Augusto Gola (jadegola @ rraurl.com)
it's like the 60s, with no hope
comentários
ahey marcao e pedrinho! noix, firma.
Rodrigo SM
Rodrigo SM (06.06.08)
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Merecidamente. Muito bom!
Fico super curioso pra saber o que gente como Pierre Boulez teria a dizer de Ritchie Hawtin regendo uma espécie de orquestra minimalista.
Jeff CommonSense
Jeff CommonSense (05.06.08)
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Será que eu sou uma planta? hahahaha. [2]

:)
E-VOLVING
E-VOLVING (04.06.08)
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esse lance do som de planta foi um comentário infeliz do Marky.... e sobre o Click Box, eu jah esperava isso deles...são super competentes os meninos, lembro q na 1ª apresentacao do Troy Pierce no Lov.e, o cara tocou uma faixa deles....eh isso ae, RESPECT!
Gui Rios
Gui Rios (04.06.08)
0AprovadoQueima
Será que eu sou uma planta? hahahaha.

Eu sinto orgulho, e vocês?
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