Cinco Perguntas para Fujiya & Miyagi
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Cinco Perguntas para Fujiya & Miyagi
Grupo britânico se apresenta em São Paulo dia 28 de junho, no Motomix 2008
29.05.08 16:15
O Fujiya & Miyagi é prova da nova dinâmica musical em tempos de internet. Formado no ano de 2000 em Brighton, Reino Unido, o grupo admite: foi graças a resenhas e comentários positivos em blogs e sites como Pitchfork que a banda ganhou forças para excursionar o mundo e parar no... Motomix 2008, no Brasil.

Apesar de afirmarem que "não há motivos para copiar o passado", eles deram seus primeiros passos "focados no minimalismo" e assumindo a influência de grupos de krautrock como o
Cromaqui para o clipe de 'Ankle Injuries'
Cromaqui para o clipe de 'Ankle Injuries'
Can. Hoje, ao contrário do que se ouvia em seu primeiro álbum, fazem canções com vocais e arranjos feitos para serem tocados em grandes palcos, e não em clubes underground.

Fruto de uma fase de "grande interesse em torno da cultura japonesa" há alguns anos (parte do nome é referência ao personagem do filme Karate Kid interpretado por Pat Morita), o Fujiya se prepara para lançar o terceiro álbum e experimenta uma nova formação, finalmente com um baterista de carne e osso.

Às vésperas de sua vinda ao Brasil, o vocalista David Best respondeu às cinco perguntas do rraurl.com e falou, por telefone, sobre o show no Motomix, sua relação com a internet e o passado regado a Aphex Twin e Squarepusher.

Qual você considera o ponto de virada na sua carreira?

Acho que foi com o lançamento de Transparent Things. Começamos a receber resenhas positivas em blogs e sites como o Pitchfork, e aí começamos a fazer mais shows e receber uma resposta maior do público. Esse tipo de publicação realmente impulsiona novos artistas e faz a diferença na música hoje em dia.

Vocês participaram da criação do clipe de "Ankle Injuries"??

O conceito foi elaborado pelo diretor do vídeo, Wade Shotter, nós apenas gostamos muito e demos o OK. Mas toda a idéia foi de Wader.



Vocês se dizem influenciados pela música eletrônica produzida na década de 90. E hoje, ainda ouvem esse tipo de música?

Nem tanto. Naquela época gostávamos muito de coisas da Warp como Aphex Twin e Squarepusher. Hoje ouço soul e coisas mais antigas dos anos 60. Acho que o Steve está mais ligado à música eletrônica hoje em dia.

Vocês já tocaram em algum evento gratuito como o que vocês vão participar aqui no Brasil?

Tocamos uma vez em um evento gratuito em Nova York para 50 mil pessoas. Eu gostei da experiência, havia pessoas bem diversas e todos pareciam felizes de estarem assistindo aos shows sem precisarem pagar nada por eles.

Quais seus próximos planos?

Terminamos o nosso novo álbum na semana passada. Ele vai se chamar Light Bulbs, então devemos tocar material novo e músicas do Transparent Things em nosso show no Brasil. Estamos com um novo baterista também, chamado Lee Adams, que participará de nossas próximas apresentações.

Marcus Vinícius Brasil
Marcus Vinícius Brasil (marcvs @ rraurl.com)
twitter.com/marcvs
comentários
Lucio Ka-hara
Lucio Ka-hara (31.05.08)
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imperdível!!!
Spavieri
Spavieri (30.05.08)
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fujiya, miyagi, fujiya, miyagi, fujiya, miyagi, fujiya, miyagi...
Psycho
Psycho (30.05.08)
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Eu curto pra cacete. Mas dizer que "não ha motivos para copiar o passado" eh muita cara de pau para quem faz um som totalmente kraut e retro.
Gaía Passarelli
Gaía Passarelli (30.05.08)
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fujiya, miyagi, fujiya, miyagi, fujiya, miyagi, fujiya, miyagi...
Brüx Harris
Brüx Harris (30.05.08)
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A versão do clipe não tem aquele fujiya e miyagi repetitivo no começo, que fica na cabeça!
ainda bem.... haha
mas tem no final tsc tsc tsc