Bob Rifo, metade da dupla, fala sobre italo-disco e sobre novidades do electro italiano
24.04.08 11:55
Engana-se quem acredita que o atual eixo maximalista na Europa termina nas fronteiras francesas e alemãs. Com os pés no mar Mediterrâneo, uma nova leva de artistas italianos dão sotaque latino aos sintetizadores ruidosos e às batidas pesadas do gênero. Expoentes dessa cena, a dupla de DJs/produtores Bloody Beetroots toca no próximo sábado (26/abr) em São Paulo, no Clube Glória.
Bob Rifo e Tommy Tea vêm para a festa Rock and All, para um set ao lados do projeto brasileiro Mixhell e do DJ Zegon. Às vésperas de sua vinda, os convidamos para partilhar detalhes de seu case barulhento conosco. Bob falou sobre Giorgio Moroder, citou alguns de seus artistas favoritos e quais são as novas promessas do ítalo-maximal.
Vocês já remixaram Timbaland algumas vezes. Que outros artistas de R&B/hip hop gostam? E como eles influenciam no seu trabalho?
Kanye West e Dr. Dre principalmente. Eles nos influenciam na construção de sons fortes, na composição das palmas e na hora de ver qual é a freqüência correta para usar no som "Beetroot".
Você pode citar alguns músicos que os influenciaram na época em que formaram o Bloody Beetroots?
Sex Pistols, Africa Bambaataa, Beatles e Giorgio Moroder.
A Itália é conhecida pelos pioneiros do synth-pop e da disco como Giorgio Moroder e Alexander Robotnik. Esse tipo de som os influenciou? Você pode citar algumas faixas desses artistas que você gosta de ouvir?
Giorgio Moroder certamente teve uma influência muito forte sobre nosso som. Eu mencionaria também Klein & MBO do mesmo movimento. A influência está na composição, já que a disco italiana havia evoluído para uma nova forma.
Giorgio Moroder - "Scarface Main Theme" Klein & MBO - "Dirty Talk" Righeira - "Vamos a la Playa"
Você lembra de algumas faixas que você ouvia na época em que começou a sair para clubes?
Bem antes de começar a ir para clubes as rádios italianas estavam transmitindo o grande sucesso de Moroder, Klein & MBO, Righeir, Gazebo, Gaznevada e Alberto Camerini. Então eu cresci junto da evolução da disco nos anos 80 e não precisei ir a clubes. Na primeira vez que fui a um, lembro de ter escutado "Found Love" (MP3), do Double Dee, e eu saí do lugar.
Fiquei chocado, então comecei um projeto que anos mais tarde começou a misturar house, ítalo disco e música pop. É um conceito que eu tento elaborar novamente junto a sons mais underground.
Cite cinco faixas que representam o electro italiano nos dias de hoje.
Congorock - Exodus. (MP3) O remix dos Crookers para "Salmon Dance", do Chemical Brothers. The Bloody Beetroots - I Love the Bloody Beetroots. O remix dos Crookers para "We are Prostitutes", do Adamski. The Bloody Beetroots feat. Congorock - Rombo.
Vocês são associados a um som bem barulhento, mas acredito que devam ouvir a coisas suaves também. Se você tivesse um filho, o que tocaria para ele dormir?
Justamente por esse motivo que eu compus uma canção de ninar que eu repasso para todos meus amigos que têm bebês. Jesse, do MSTRKRFT, a conhece.
E quais as coisas mais leves que você ouve quando tem tempo livre?
The Bloody Beetroots - "Yeah Boy" e muitas músicas de Chopin e Debussy.
Cite três faixas de artistas mascarados que você gosta.
MSTRKRFT - "Bounce", Daft Punk - "Veridis Quo" (MP3), Bob Rifo - "Kinky Malinki".
Tá, o som é legal, mas, fora " Public enemy", o cd deles é uma reciclagem do que o justice fez em Cross com uma pitada de shinichi Osawa. Porém não perco por nada essa balada!. Pode mandar.
O que lembra
http://br.youtube.com/watch?v=nITpDs_5Nag
muito bom