Cinco perguntas para Anja Schneider
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Cinco perguntas para Anja Schneider
As mulheres estão no comando não só no pop. Anja é chefona do techno berlinense.
17.04.08 12:15
Bom mês para os minimalistas em abril. Depois do techno requintado do Cobblestone Jazz, é a vez dos donos da casa do gênero, os alemães, mostrarem de novo a que vieram. Quem faz as vezes da casa é uma senhorita, de simpático nome: Anja Schneider.

Atração do Projeto HOME no Rio (sex, 18/abr) e da D-Edge (sáb, 19/abr), Anja já foi bastante apresentada aqui no rraurl desde o ano passado, quando a bonita garota germânica começou a inflar atenções além de seus programas de rádio e sets eventuais, fato causado pelo êxito de seu selo Mobilee Records e de seus artistas.

Agora ela põe ainda mais à prova seus dons musicais com o lançamento de Beyond The Valley, um cauteloso debut na produção musical, sem medo de pedir ajuda ao know-how de um produtor como Paul Brtschitsch (dez reais pra quem falar rápido esse nome, sem cuspir), que a guiou por um universo mitólogico de blips contidos.

Como DJ, Anja passeia bem entre as sutilezas do house e do techno, sempre por um fio condutor minimalista. "Meu som é ‘techi- minimal -hypno-techno- funk'", resume a própria.

As comparações com a Ellen Allien são quase óbvias, o que você acha disso?

Eu conheço Ellen há mais de dez anos e sempre a respeitei. Claro que muita gente tenta comparar a gente porque somos ambas garotas, DJs, produtoras e donas de selo. O Mobilee e o BPitch Control foram construídos no mesmo esquema familiar.

Mas musicalmente somos completamente diferentes. O lançamento dos dois álbuns agora foi um acidente. (Sool, a ser lançado em maio) é o quinto álbum de Ellen e o meu será estréia. Então ela está nesse meio com muito mais experiência.

Que outros DJs e produtores alemães são referências para você?

No momento temos vários artistas talentosos na Alemanha, como Sebo K e Pan-Pot, além de muitos outros.

Beyond The Valley é como uma leitura étnica do techno. Qual é a idéia do álbum?

É um lugar onde tudo pode acontecer, um lugar para se esconder onde você pode encontrar um monte de criaturas engraçadas, inspiradoras. Tudo é possível, é um pouco perigoso mas sempre atraente.

Fale um pouco sobre como a produção do álbum.

Eu co-produzi Beyond The Valley com Paul Brtschitsch. Nós usamos o Logic, mas usamos algumas máquinas analógicas. Produzimos diariamente durante meio ano, e antes de começar ouvimos um monte de discos para descobrir o que nós dois gostávamos e para onde essa jornada poderia ir. Você encontrará muitas raízes Detroit comparadas com novas estruturas de minimal.

E o que você ouve fora do espectro da música eletrônica?

Se eu te contar o que tem no meu iPod, você vai rir. Tem Johnny Cash, Kate Bush, funk antigo, jazz e até hip hop.

Jade Augusto Gola
Jade Augusto Gola (jadegola @ rraurl.com)
aboutfunk
comentários
Nisek
Nisek (23.04.08)
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set denominador comum entre cerebral e chacoalhante.

que noite! :)
Jade Augusto Gola
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Muito bom mesmo, o fim do set então, já pelas 7 da matina, foi ótemo
Aversa
Aversa (22.04.08)
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Melhor DJ da Semana... realmente me surpreendeu.... sonzeira!!
E-VOLVING
E-VOLVING (22.04.08)
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Eu não fui no D-edge e to mega arrependido, mas já me falaram q o set dela foi mto mto mto foda.

kaks
kaks (17.04.08)
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pela participação do Paul Brtschitsch não dá pra saber da onde vem o talento, mas o álbum me agrada bastante. e que venha mais uma alemã.
proximos