Cinco perguntas para Phonique
Produtor berlinense é apaixonado por música e por pôquer
28.11.07 23:25
Phonique é um dos nomes que representam bem a mistura vinda da Alemanha que joga no mesmo saco a deep house, o electro e as sutilezas do minimal. Lançando por grandes selos como o Pokerflat e o Dessous desde o começo da década, seu último álbum - Good Idea - saiu há alguns meses e reúne participações de artistas como Erlend Oye e Gui Boratto.
Phonique se apresenta nessa quinta-feira (29/11) em São Paulo, no clube D-Edge, e segue para uma apresentação no navio Houseship (30/11). Ele toca ainda em BH, no clube Deputamadre (5/12), no curitibano Lique (6/12) e na Confraria das Artes, em Floripa (8/12). O alemão conversou com o rraurl.com por e-mail nessa semana e além de falar sobre o seu novo álbum, contou como foi trabalhar com Boratto e como se entrega de corpo e alma para sua outra paixão - o pôquer.
PROMO
O rraurl.com está com quatro CDs de aniversário da noite Moving para sortear aos nossos leitores. O disco tem uma faixa do próprio Phonique, além de músicas de Oliver Koletzki e Oliver Klein. Para concorrer, basta mandar um e-mail para promo@rraurl.com informando seu nome e R.G. Os primeiros a escrever terão seus nomes publicados no dia 30/11 e devem retirar o CD aqui no QG até o dia 5/12.
Você vai tocar em uma festa que normalmente é voltada para o progressivo, mas não dá pra definir sua música como prog. Como você lida com isso? Como você insere um conceito de progressive na sua música?
Eu geralmente não rotulo estilos diferentes de house. Para mim, é música que eu gosto, música que eu não gosto e música que eu não ligo. Então, se eu estou tocando depois de um dito "DJ de progressivo", eu vou tentar me aproximar ao clima dele (desde que tenha funcionado com o público) e continuar na mesma pegada tocando meus discos, meu estilo. Daí em diante, eu posso tentar levar as pessoas para outras paisagens da house, que talvez sejam chamadas de electro, deep ou minimal. Normalmente funciona.
Você trabalhou com muitos produtores e artistas em seu último álbum. Como foi lidar com tantos gostos diferentes e juntá-los em um trabalho equilibrado? E como foi produzir com Gui Boratto?
A parte boa é que, em cada colaboração, eu era a outra metade. Então as faixas não podiam ficar muito distantes do que eu quero, ou digamos que todos resultados são parte do meu gosto musical. Eu tinha um total de 40 faixas para esse segundo álbum, mas só escolhi 27 delas para fazer um trabalho equilibrado.
Gui já tinha uma melodia preparada, então começamos daí e fomos adicionando idéias novas até que nós dois ficamos felizes com o resultado. Boratto é um grande produtor e trabalhar com ele foi fácil.
Você vai tocar em um navio bem fino no Brasil. Você já esteve em festas assim?
A vida tem lados muito diferentes e acho que muitas pessoas gostam de aproveitar um pouco de tudo no momento certo. Claro que eu gosto de tocar em clubes undergrounds, mas às vezes me divirto em festas assim e, de fato, eu aproveitei muito quando toquei no House Ship no ano passado. As pessoas estavam gostando da música e não queriam que eu parasse de tocar. Então eu acabei fazendo um set de seis horas.
Qual é a idéia por trás do lançamento de um álbum duplo com um disco mixado? Você acha que esse tipo de formato ainda é importante para produtores apesar do crescimento de lojas e lançamentos digitais?
Pessoalmente, eu amo CDs e acho que ainda há muita gente como eu. O segundo disco mixado não estava planejado desde o começo, mas como algumas pessoas me conhecem pelo lado mais deep e com vocais e outros pelas faixas de clube, pensei que seria uma boa idéia satisfazer os dois grupos com apenas um produto.
Você disse recentemente no seu MySpace que gosta de pôquer. Você gosta mesmo de jogar? Como é isso?
Eu sei que não há cassinos no Brasil e a Alemanha também não é como as Vegas, mas nós temos alguns lugares onde você pode jogar pôquer em alguns dias da semana. Então eu aproveito quase toda oportunidade para participar de disputas valendo dinheiro e de torneios em Berlim.
Eu até me classifiquei para o campeonato alemão, mas dei azar em uma mão com um jogador muito ruim. Mas o jogo é assim mesmo, sempre há um pouco de sorte envolvida, então os maus jogadores se sentem bem de tempos em tempos e voltam para jogar e perder mais. Se eu tivesse que parar de discotecar, eu jogaria pôquer para viver.
Por Jade Augusto Gola e Marcus Vinícius Brasil
Ele tá aqui todo mes! não aguento mais!
hahaahahaha
brincadeira