Battles faz show complexo no Clash
Show no Clash
faça login para votar!
Enviar esse texto
login para votar!
Enviar esse texto
social bookmarks
Digg
Mugg
del.icio.us
Battles faz show complexo no Clash
Banda fez uma ótima apresentação para um público modesto e pouco animado
22.11.07 22:50
O palco do clube Clash recebeu na noite de ontem (21/11), um dos shows mais impressionantes (pelo menos em seu aspecto técnico) da temporada paulista - o da banda nova-iorquina Battles. Rotulado a contra gosto como "rock matemático" devido às suas apresentações sincronizadas e hipnóticas, o quarteto tocou principalmente canções de seu último álbum, Mirrored, para uma platéia modesta e composta por indies, dreadlockers e curiosos. A data em plena quarta-feira e o horário (a festa estava prevista para acabar pouco depois que ônibus e metrô parassem de circular) também não ajudaram a encher os espaços da ampla pista do clube.

A banda de abertura, Bodes e Elefantes, começou sua apresentação por volta das 22h40. Em meio a pedaleiras de distorção, samplers e muita parafernália analógica, o grupo - formado por membros do Hurtmold - tocou um misto de rock experimental com longas incursões percussivas e ruidosas. Apesar de ter assustado em alguns momentos com suas explosões de puro barulho, a abertura aqueceu os neurônios do público para a atração principal.

ROCK CABEÇA
Após o show do Bodes e de uma pausa para a montagem do equipamento o Battles subiu ao palco. Estavam bem passados, tomando cerveja em lata e com cara de quem havia sido atropelado por um caminhão de ácido (principalmente o guitarrista, Ian Williams). Envolvidos por um sem número de equipamentos analógicos, teclados e cabos, fizeram um show essencialmente técnico. O baterista, John Stanier, ficou boa parte do tempo com a cabeça abaixada em um mundo à parte, fazendo com perícia e vigor sobre-humanos sua batucada frenética.

Não foram poucos os momentos em que Tyondai Braxton tocou guitarra com uma mão enquanto, com a outra, mandava ver no teclado. Ele, aliás, era o mais performático de todos, com seus gestos afetados e caretas dramáticas. O ponto alto da apresentação (estaria o público em transe ou boa parte das pessoas não se mexia por algum outro motivo?) foi mesmo o hit "Atlas" (que aliás, teve sua letra revelada no blog da banda no MySpace) com seus vocais distorcidos por uma velha pedaleira e sua bateria à la "Beautiful People". "Leyendecker" também foi outro bom momento, assim como "Tonto" - com Stanier tocando uma sineta como se estivesse sob efeito de algum encantamento.

O show terminou por volta da 1h da manhã, e quem não se apressou para enfrentar a fila de pagamento ainda pôde aproveitar a pista ainda mais vazia na hora do bis. Depois de agradecer o público que havia comparecido, a banda se retirou de vez. Mesmo fora do roteiro dos grandes festivais paulistas (eles se apresentaram no mineiro Eletronika e ainda tocam no Goiânia Noise Festival), o show do Battles passou pela cidade com ares de grande atração e - apesar da incômoda e leve apatia do público - entrou para a lista dos mais interessantes que passaram por essas lados nos últimos tempos.

fotos: André dos Santos

Marcus Vinícius Brasil
Marcus Vinícius Brasil
twitter.com/marcvs
comentários
12 comentários
Felicio Marmitex
0AprovadoQueima
Muito, muito foda o show dos caras. Altos contra-pontos de dar frio na barriga =P
Marina Lang
Marina Lang(25.11.07)
0AprovadoQueima
em Curitiba, o show foi fodão. e também houve essa 'catatonia' do público, que achei perfeitamente natural, uma vez que o público era composto, em sua imensa maioria, por nerdzinhos de camiseta branca e óculos, ainda assim, particularmente, foi divertido pra caralho. músicos virtuosos.

também acho que é candidato a um dos melhores shows do ano.
marcelo santiago
0AprovadoQueima
o show de BH foi antológico.
Felipe  DC
Felipe DC(24.11.07)
0AprovadoQueima
Umas das melhores bandas que vi esse ano.
Sem puxar o saco, mas a Clash pra shows pequenos e bons é perfeita.
O povo quer mais!
FePa
FePa(23.11.07)
0AprovadoQueima
Concordo contigo Nessuno.
Até porque é melhor o lugar cheio de perdidos do que vazio. Mas não deixo de achar curioso que haja tanta gente dispsota a sair de casa numa quarta a noite, pagar ingresso para um show que nem conhece e nem tem a curiosidade de saber de quem se trata. Mas, ok, é melhor do que ficar em casa.