The Long Blondes - Someone to Drive You Home
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ficha técnica
Nota: 8 / 5
Ano: 2007
Selo: Rough Trade/Trama
Estilos: rock, indie rock, pós-punk
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The Long Blondes - Someone to Drive You Home
Combinação vencedora de sonoridades dos anos 80 e a estrela da vocalista Kate Jackson
04.04.07 19:35
Falta um guitarrista de cabelos desgrenhados e olhos pintados, mas a primeira impressão que o grupo inglês Long Blondes causa é de que a diva gótica-indígena-psicodélica Siouxsie Sioux está de volta aos seus bons tempos – os anos 80, quando o eterno cabeça do The Cure, Robert Smith, tocava na sua banda.

Someone to Drive You Home, o CD recém-lançado no Brasil (pela Trama) do grupo liderado por Kate Jackson, a vocalista que faz a diferença (as garotas Emma Chaplin e Reenie Hollis e os rapazes Dorian Cox e Screech Louder completam o time), porém, não reserva só um "déjà vu" da década em que era legal usar ombreiras e se perder no Aeroanta (Ocidente, Madame Satã, Dr. Smith, seja lá de que estado você for).

Lá pelas tantas a força dos riffs dançantes da new wave original e a elegância retrô do brit pop dos 90 (e aqui, Jarvis Cocker é default), entram em cena para consolidar o som do quinteto de Sheffield, terra dos garotos do Arctic Monkeys, que bem poderiam ter gravado a faixa "You Could Have Both", aliás (é a cara deles). Sobretudo por Kate Jackson, a garota de timbre grave e personalidade vocal impressionante, o Long Blondes é uma dessas bandas que dava a pinta de ser mais uma falsa novidade, mas se mostrou promessa de mercado futuro.

Feito uma veterana, Kate empresta leveza e tensão a uma música de construção rebuscada em se tratando de rock com apelo pop, nem sempre amparada por refrões ganchudos e com letras longas que refletem sobre o amor nos anos 00 (bem na linha "love in the nineties/is paranoid", da canção do Blur) emulando os 70, os 80 e os 90. Juntos, Emma Chaplin (guitarra, teclados e vocais), Reenie Hollis (baixo e vocais), Dorian Cox (guitarra, teclados, vocais e composições) e Screech Louder (bateria) fazem um som legal. Kate Jackson, sozinha, vale por uma banda inteira.

Marcelo Ferla
Marcelo Ferla