Namoro entre DJs dá certo?
Rola assédio de fãs e falta de tempo a sós, mas a cumplicidade supera tudo!
12.06.07 15:35
Além do amor, o segredo de todo bom relacionamento é a afinidade e o respeito entre as duas pessoas. Agora, duplique isso tudo e acrescente aí uma overdose de paciência e muita música no caso de um DJ que namora uma outra DJ. Na semana do Dia dos Namorados o rraurl.com conversou com sete casais de DJs para saber um pouco mais sobre a vida a dois além das pistas e das pick-ups.

Não é fácil administrar o assédio de fãs, ter que cumprir a agenda no fim de semana quando a vontade é de assistir à um filme debaixo do cobertor ou, no caso daqueles que não tocam juntos, segurar a onda da saudade quando rola uma uma viagem longa.

Do relacionamento maduro dos brazucas Ana & Davi, juntos e felizes há 13 anos, aos pombinhos que ainda não completaram um ano, a conclusão é uma só. O companheirismo, a compreensão plena dos prós e contras da profissão e a oportunidade de fazer o que ama ao lado de quem ama, certamente superam todo e qualquer obstáculo.

David & Ana aka PET Duo
David & Ana aka PET Duo
ANA & DAVID aka PET Duo
David Elie Merlino, 32 anos, São Paulo (SP), mas atualmente vive em Berlim (Alemanha), DJ desde 1997.
Ana Luiza Gelfei, 33 anos, São Paulo (SP), mas atualmente vive em Berlim (Alemanha), DJ desde 1997.
Juntos há 13 anos, casados há dez. Se conheceram dentro do Hell's Club, no dia 2 de outubro de 1994.
Músicas do casal.
"La Vie en Rose" e "L'Hymne á L'amour", de Edith Piaf, "Love Me Tender", Elvs Presley, e "Closer", do Nine Inch Nails.
A festa mais legal que tocaram juntos.
Foi na Circuito de três anos, em Cabreúva, quando comemoramos dez anos de casamento, é lógico! Estava todo mundo reunido, festa cheia, até nossos tios e primos apareceram! No final do nosso set, abriram uma faixa enorme do fundo da pista passando de mãos em mãos por cima do público e chegando até a cabine. Antes do set, todos escreveram votos de felicidades. Ver aquilo foi muito emocionante!
É mais fácil um DJ namorar uma DJ porque...
Ambos entendem e suportam a loucura que é a música.
Você dividem as coleções de discos?
Sim, temos cases separados, mas sempre um dá uma olhada no case do outro.
Ciúmes.
Muito tempo dando atenção para a mesma pessoa, normal! Mas também sentimos muito ciúme de nossos discos e equipamentos.
Pontos positivos do namoro entre DJs?
David: Sempre estou muitíssimo bem acompanhado!
Ana: Sempre existe uma trilha sonora diferente, possibilidade de ir a muitas festas bacanas, ir a lojas de discos e nunca ter que se preocupar se um está chateando o outro por estar lá dentro há cinco horas!
E os negativos?
David: Dividir discos.
Ana: Quando temos pouco tempo para tocar numa festa.
Uma situação desagradável que passaram por conta de um fã.
David: Nenhuma em específico. Nunca dou abertura para que coisas assim aconteçam, sempre estou perto e os caras ficam de boa.
Ana: Nunca tive um motivo para sentir ciúmes do David, mas melhor é não chegar muito perto que eu não gosto. Aí eu azedo!

JrDeep & Mari Rossi
JrDeep & Mari Rossi, SP
MARI ROSSI & JRDEEP
Jair C. Rodrigues Junior, 29 anos, São Paulo (SP), DJ desde 1991 e metade da dupla Drumagick.
Mariana Rossi Cabral Coelho, 26 anos, São Paulo (SP), DJ desde 1999,
Namoram há sete anos e se conheceram em uma balada, é claro! Na Torre do Dr. Zero, em São Paulo.
Músicas do casal.
"A Maré", do Drumagick, "Flashback", Jazzanova Remix, "Hustler", do Simian Mobile Disco, "Can't Take My Eyes Off You", versão da Lauryn Hill.
A festa mais legal que tocaram juntos.
Em 2002, no lançamento do documentário da Ruth Slinger no Rio de Janeiro. Vibe fantástica e muitos amigos na pista.
Pontos positivos do namoro entre DJs?
JrDeep: Compreensão em relação ao tempo que o trabalho exige. E aquela ajudinha no repertório. Muita coisa do que a Mari compra, eu acabo gostando e usando (risos).
Mari Rossi: Ouvir muita música boa e sempre saber das novidades, além de freqüentar várias festas e clubes.
E os negativos?
JrDeep: Não me vem nenhum no momento.
Mari Rossi: Poucos finais de semana juntos, feriado então é um luxo e quando rola.
Uma situação desagradável que passaram por conta de um fã.
JrDeep: Geralmente os fãs são bacanas, querem tirar fotos, autógrafos, às vezes querem conversar. O problema é quando eles querem conversar durante a mixagem e muitas vezes estão bêbados. Mas nada demais.
Mari Rossi: Nunca rolou nada demais. Mas quando o papo com alguém se estende, um já chega perto do outro para demarcar território...

Flow & Zeo, RJ
Flow & Zeo, RJ
FLOW & ZEO
José Octávio Guinle, 25 anos, Rio de Janeiro (RJ), DJ desde 1998.
Marian Azevedo Meirelles, 28 anos, Rio de Janeiro (RJ), DJ desde 1999.
Namoram há sete anos e oito meses e se conheceram no bar ao lado da faculdade em Ipanema, Rio de Janeiro.
Músicas do casal
"Easy Lee", do Ricardo Villalobos, e "Eight to Nine", da Anja Schneider.
A festa mais legal que tocaram juntos.
No Club Home14, na Alemanha. Tivemos a oportunidade de tocar por quatro horas para um público incrível.
É mais fácil um DJ namorar uma DJ porque...
Estamos sempre juntos.
Você dividem as coleções de discos?
Sim. Pesquisamos e adquirimos todas as nossas músicas em conjunto.
Ciúmes.
São raros, confiamos um no outro.
Pontos positivos do namoro entre DJs?
Zeo: Compartilhar dos mesmos interesses, trocar idéias, evoluir juntos na profissão, ter companhia nos hotéis e nas esperas dos aeroportos, tudo isso ao lado de quem você ama.
Flow: Dividir as realizações conseqüentes da profissão como lançar uma música que produzimos juntos, terminar um set quando sabemos que a pista correspondeu, receber críticas positivas do nosso trabalho entre outras coisas. É muito bom sentir essa felicidade em conjunto, você olha para a pessoa e sabe que ela está sentindo o mesmo que você.
E os negativos?
Zeo: Não ter final de semana livre para fazer outras coisas senão ir a festas. Mas o que não deixa de ser bom também!
Flow: Adiar os planos de ampliar a família.
Uma situação desagradável que passaram por conta de um fã.
Zeo: No Reveillon do hotel Intercontinental do Rio de Janeiro, uma menina subiu no palco e começou a mexer no nosso case.
Flow: A mesma situação.

Clau Assef & Daniel Cozta, SP
Clau Assef & Daniel Cozta, SP
CLAU ASSEF & DANIEL COZTA
Daniel Dias da Costa, 32 anos, São Paulo (SP), DJ desde 2000.
Claudia Assef, 32 anos, São Paulo (SP), DJ desde 2002.
Namoram há dois anos e casaram no começo de junho. Se conheceram no AMP Galaxy, em São Paulo, quando Daniel convidou a Claudia para tocar na 2ª edição da Motronic.
Músicas do casal.
Switched On Bach!! - o álbum inteiro -, de Wendy Carlos.
A festa mais legal que tocaram juntos.
Acho que foi na festa de casamento de uma amiga nossa, em Juqueí, litoral norte de São Paulo, porque conseguimos deixar até as tiazinhas amarradonas!
É mais fácil um DJ namorar uma DJ porque...
Ah, é bem mais fácil e mais legal.
Você dividem as coleções de discos?
Não. Cada um tem suas coisas, às vezes emprestamos um do outro. Se bem que o Daniel pega e não costuma devolver, né?
Ciúmes.
Ciúme não dá!
Pontos positivos do namoro entre DJs?
Daniel: O amor pela música
Clau: A gente vive falando sobre música e ninguém gonga!
E os negativos?
Daniel: Sair quando não está com vontade.
Clau: Às vezes o Daniel parece um verdadeiro coelhinho da Duracell... muito mais que eu!
Uma situação desagradável que passaram por conta de um fã.
Daniel: A clássica: só vai tocar este tipo de música a noite inteira?
Clau: Quanto toquei no Susi da rua Vitória, um menino encasquetou de fazer scratch no disco enquanto eu tocava. O segurança botou ele pra fora, mas ele sempre dava um jeito de voltar e mexer nas pick-ups.

Fernanda Martins & Lukas
Fernanda Martins & Lukas
LUKAS & FERNANDA MARTINS
Lucas Freire, 27 anos, Campinas (SP), mas atualmente vive em Barcelona (Espanha), DJ desde 2000.
Fernanda Martins, 24 anos, Curitiba (PR), DJ desde 2005.
Namoram há seis meses e se conheceram em uma festa em Londrina onde Lukas tocou e a Fer só curtiu.
Músicas do casal.
"Out of Control" e "The Test", do Chemical Brothers, "Blue Monday", New Order, e muito techno!
A festa mais legal que tocaram juntos.
A primeira noite do Techno & Vertentes do novo Kraft, em Campinas. Ele tinha cabado de voltar de viagem, a pista cheia e muito animada!
É mais fácil um DJ namorar uma DJ porque...
Rola uma compreensão muito maior.
Você dividem as coleções de discos?
A Fer divide a do Lukas! :)
Ciúmes.
No caso do Lukas, todo e qualquer homem ou mulher que se engrace muito. A Fer procura não ser muito ciumenta, mas às vezes a mulherada passa dos limites daí... coitado do Lukas!
Pontos positivos do namoro entre DJs?
Lukas: O amor pela música é em dobro!
Fernanda: O Lukas é um ótimo profissional e eu aprendo muito com ele, tanto no que diz respeito às técnicas de mixagem como quanto à postura profissional.
E os negativos?
Lukas: A inevitável saudades causada pela distância em muitos momentos. Consequências do trabalho!
Fernanda: Também acho a distância um ponto negativo. Outra coisa que às vezes me incomoda é quando eu estou curtindo o momento com ele na balada e algumas pessoas, na maioria das vezes sem perceber, acabam "roubando a vibe".
Uma situação desagradável que passaram por conta de um fã.
Lukas: Ah! Toda e qualquer situação onde eu sinta que o interesse é além do meu trabalho.
Fernanda: Putz, volta e meia passamos por algumas situações meio chatinhas, mas não me recordo de nenhuma que tenha sido tão delicada ao ponto de eu não conseguir dar a volta por cima.

Mari Miraglia & Filoops, BH
Mari Miraglia & Filoops, BH
FILOOPS & MARI MIRAGLIA
Filipe Forattini Carneiro, 31 anos, Belo Horizonte (MG), DJ desde 1998.
Mariana Barbosa Miraglia, 24 anos, Belo Horizonte (MG), DJ desde 2003.
Namoram há dois anos e seis meses e se conheceram em uma festa em Belo Horizonte onde Filipe estava tocando.
Músicas do casal.
"Summer Sun", do Yo La Tengo, "My Foolish Heart", na voz do Kurt Elling.
A festa mais legal que tocaram juntos.
Foi depois de um evento institucional chato quando tocamos juntos no clube Blackmail. Durante as primeiras horas o lugar estava vazio e tocamos como se estivéssemos em casa. Depois foi enchendo, e quando a gente se deu conta parecia uma mega-festa em casa com o povo beeeem animado. Ah, também tocamos na "Noite dos DJs Solteiros", isso foi bem engraçado!
É mais fácil um DJ namorar uma DJ porque...
Entendemos melhor as coisas chatas e aproveitamos melhor as coisas boas da profissão. É mais fácil e melhor se divertir acompanhando o outro!
Você dividem as coleções de discos?
A gente acaba dividindo várias músicas. Muitas coisas que ele ouve em casa eu adoro, depois eu quero tocar e vice-versa. Sempre compartilhamos as coisas que achamos legal. Sem contar que a gente sabe exatamente quando uma música é a cara do outro.
Ciúmes.
Não somos muito ciumentos, mas os nossos "day jobs" roubam um tempo precioso da vida de cada um.
Pontos positivos do namoro entre DJs?
Filoops: DJs normalmente gostam muito de música e isso já é uma qualidade e tanto. Também gostam de sair à noite e fazer qualquer coisa por uma boa música. Apenas outro DJ pode entender quando você se atrasa ou perde um jantar na casa da sogra por que estava escutando um disco novo incrível ou conferindo os lançamentos em alguma loja.
Mari:É muito bom quando o gosto musical bate e você pode trocar informações e músicas. Além disso, é bom sair junto para uma festa que os dois gostam.
E os negativos?
Filoops:Os fins de semana ficam curtos. De vez em quando a gente acaba indo a uma festa que sabe que vai ser a maior furada, mesmo assim, sai de casa feliz só para acompanhar e ajudar o outro.
Mari Miraglia: É duro quando você está com vontade de ficar em casa juntinho dormindo no fim de semana e o namorado toca das 3h às 10h da manhã no sábado.
Uma situação desagradável que passaram por conta de um fã
Filoops: No dia que uma fã derramou um copo inteiro de bebida em cima do mixer no meio de uma festa. O pior foi ela pedindo desculpas por aproximadamente três anos.
Mari: No começo do namoro, um fã ficava dando notícias do nosso relacionamento e me seguia nas festas dizendo onde eu tinha ido e com quem. Bizarro!

Talita & Fab, SP
Talita & Fab, SP
FAB & TALITA
Fabiano Gonçalves, 28 anos, Santo André (SP), DJ desde 2001.
Talita Rocha Lamha, 26 anos, São Paulo (SP), DJ desde 2004.
Namoram há dois anos e seis meses, entre idas e vindas. Se conheceram no extinto Susi in Transe, em São Paulo.
Músicas do casal.
Aí está o ponto da discórdia. Nunca gostamos das mesmas músicas.
A festa mais legal que tocaram juntos.
A Fashion Club, em Londrina (PR). Foi legal porque estávamos no começo do namoro e, obviamente, acabou rolando uma pré-lua-de-mel.
É mais fácil um DJ namorar uma DJ porque...
É mais fácil entender as situações da profissão.
Você dividem as coleções de discos?
Já tentamos, mas não deu certo. Sempre que rolava um desentendimento era o primeiro lugar onde os dois corriam para dividir os bens.
Ciúmes.
Sempre rola, mas a gente tenta entender o lado do outro. O que a gente não permite, de maneira alguma, é falta de respeito de pessoas que se dizem fãs só para se aproximar. Se curtir o som, elogiar, parabenizar, sempre vamos adorar!
Pontos positivos do namoro entre DJs?
Fab: Frequentar as mesmas festas e não precisar explicar a diferença entre techno, hard techno, house, electro...
Talita: Ter mais coisas em comum que acabam aproximando o casal. E sendo DJs, a gente consegue acompanhar mais o ritmo de balada um do outro e compreender melhor o assédio dos fãs.
E os negativos?
Fab: Ainda não sei.
Talita: Como não tocamos sempre juntos, as datas e os horários não coincidem e às vezes é necessário um viajar sozinho. Mesmo aqui em São Paulo, acontece de um estar tocando em um lugar e, na mesma hora, o outro está trabalhando em outra festa.
Uma situação desagradável que passaram por conta de um fã.
Fab: Não chegou a ser desagradável, mas engraçada. Nós íamos tocar na festa Insônia, e ela entrou primeiro enquanto eu fiquei na pista. Uma hora, um cara chegou do meu lado, meio babando, e disse: "O que você faria se tivesse apaixonado pela DJ?". Eu respondi: "Mas eu estou... e mostrei a aliança".
Talita: No ano passado, em uma rave no interior de Sampa. O Fab estava tocando e eu na pista com alguns amigos, de repente eu olho para a cabine e tem uma menina dando um show atrás dele, toda se esbarrando.... Não pensei duas vezes: fui lá e a tirei pelo braço! No fim ela acabou se desculpando, dizendo que queria "tirar uma foto com o DJ"... ah tá!

Greta Rincon
Greta Rincon (greta @ rraurl.com)
Vodú é pra jacú!
comentários
Trio parada dura! homofobia, racismo, sexismo....... não entendeu? vai estudar!!!!!!!!!!!!!!!!

esse recadinho é pra vcs três aí de baixo........ (gabriel, ale e o outro)

;)
Trio parada dura! homofobia, racismo, sexismo....... não entendeu? vai estudar!!!!!!!!!!!!!!!!

;)
s4
s4 (25.06.07)
0AprovadoQueima
namoro entr gays não da certo por que é o tempo todo um querendo ferrar o outro!
ale
ale (23.06.07)
0AprovadoQueima
nao dá certo pq bichas são problemáticas! sempre!
Sai pra la bicharada!
0AprovadoQueima
Sai fora bando de vagabundos! Vai procurar tomar vergonha na sua cara seu traveco idiota!
proximos