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Música eletrônica: substantivo feminino
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Música eletrônica: substantivo feminino
DJs, produtoras, cantoras, rappers, promoters, hostesses e empresárias que signifcam muito para a música eletrônica e a pista de dança
08.03.07 19:20
O Dia Internacional da Mulher é comemorado oficialmente em um punhado de paises: Rússia e Vietnã entre eles. Um dos poucos feriados que não são super-explorados comercialmente no Brasil, a data continua muito necessária nos anos 00.

Afinal, se em alguns pontos do globo as moças conquistaram postos, direitos e salários (quase) iguais aos dos companheiros homens, em vários outros a situação é medieval: basta seguir os links abaixo para ver dados que comprovam que a violência e o desrespeito com a mulher ainda é, infelizmente, comum no mundo todo.

Mas se a data serve para fazer pensar, também é comemorativa, e o Brasil segue a mesma tradição de outros lugares de mundo, onde é do bem presentear mulheres da sua vida com pequenos mimos. Nosso presente é a lista abaixo, lembrando 40 poderosas que fizeram diferença nas pistas (ou na portaria, ou no escritório) no Brasil e no exterior.

Na lista procuramos mulheres que não tenham sido apenas importantes em suas funções – a lista não teria fim! – mas que tenham em algum nível influenciado o cenário cultural eletrônico/alternativo. Assim lembramos de Judy Wainstein peitando os bastidores de um meio quase que exclusivamente masculino lá nos distantes anos 80 e como a forma de cantar da Bjork abriu caminhos para outras cantoras usarem a voz de forma pouco convencional.

A lista, claro, poderia ser ainda maior. Todo mundo vai lembrar de alguma mulher que não está na lista, de como uma DJ ou promoter ou empresária ou hostess que também é importante, aqui ou na gringa. E quantas beldades das pistas também poderiam entrar no top-100 de musas inspiradoras por aí? Por isso, fiquem avonts para continuar a lista nos comentários.

Com vocês, nossa lista de 40 mulheres criativas, poderosas e influentes que, junto com eu, você e todas nós merecem um parabéns carinhoso no dia 08 de março.

BRASIL

ADRIANA RECCHI
A hostess mais conhecida da cena? Pode crer que sim. Adriana é da geração Krawitz, musa-maior de toda a "Nação Hell's" e uma das poucas profissionais das portas que evoluiu do ofício de receber para montar um negócio próprio: uma assessoria de eventos.

Ana Pet
Ana Pet
ANA PET
DJ e produtora, ex-hostess e atual metade feminina do PET Duo, que forma com seu marido David PET. O casal é um dos expoentes mundiais do hard techno. Moram atualmente em Berlim e prometem para 2007 um selo próprio e um live PA.

ANDREA GRAM
Uma das primeiras moças a tocar da primeira geração de música eletrônica underground que se formou no começo dos anos 90. Por anos comandou o Club Alien, um espaço de música de qualidade da década passada.

BEBETE INDARTE
Hostess do clube Nation e sócia do clube Massivo com Mauro Borges. Depois fundou o histórico bar AZ 70 e se tornou uma espécie de ícone estético da era clubber. Também foi uma das primeiras pessoas a realizar raves urbanas no Brasil, logo após voltar de Londres com camisetas onde se lia "Techno". Uma hora cansou, fez as malas e foi morar na Holanda, onde casou.

CLAU ASSEF
Jornalista e DJ, escreveu o sensacional Todo DJ Já Sambou. Foi repórter da Folha de S. Paulo e editora da revista Beatz. Presta consultoria para eventos de grande porte, comanda as festas Mínima, Discology e agora está trazendo Carl Craig para o Brasil.

Eli Iwasa
Eli Iwasa
ELI IWASA
Saiu do circuito raver, quando fazia a Groove Nation com o DJ Alex S, para tocar uma das mais antigas e bem-sucedidas noites de techno do Brasil: a Technova no Lov.e Club. Nos últimos anos, alavancou uma bem-sucedida carreira de DJ.

ÉRIKA PALOMINO
Jornalista da Folha de São Paulo, fundou a coluna Noite Ilustrada em 1992, o primeiro espaço para a nascente cena clubber na grande imprensa. Colocou no mundo pop gírias e personagens da noite paulistana. Com os anos, foi pendendo cada vez mais para o mundo fashion e hoje é a grande especialista em moda do Brasil.

FLÁVIA CECCATO
Freqüentadora do Hell's Club, abriu o Lov.e Club em 1998, com o então namorado Ângelo Leuzzi. Depois assumiu a direção do clube, junto com o pai. Direcionou o club, um dos mais importantes do pais, para projetos paralelos como as festas de rua Lov.e por São Paulo e um curso de discotecagem com bolsas para jovens DJs. Em outubro do ano passado, inaugurou uma extensão cabaré do Lov.e, o Loveland.

Kammy
Kammy
KAMMY
DJ carioca que, em poucos anos, passou de assídua freqüentadora da cena techno do Rio para uma das maiores DJéias do país. Apadrinhada por Dave Clarke, engrenou uma série de apresentações pela Europa e Ásia, recentemente.

MARA BRUISER
A DJ mais carismática do Brasil, Mara morou dez anos atrás em Londres, onde esteve envolvida com a cena underground de Liberators, DAVE The Drummer e cia. Uma vez no Brasil, se tornou uma das DJs de techno mais requisitadas do país.

PAULA
Outra pioneira da geração eletrônica dos anos 90, Paula foi apadrinhada por Mau Mau e era residente do Hell's Club. Depois teve uma longa residência no Lov.e Club. Agora, mora em Londres, onde tem tocado em uma porção de lugares.

Sônia Abreu
Sônia Abreu
SÔNIA ABREU
Oficial: a primeira DJ mulher do Brasil! Sônia começou a tocar nos anos 70, na era disco. Também fez muitos programas de rádio. Depois, passou a pesquisar bastante world music. Ainda está na ativa, tendo se apresentado na festa Discology recentemente.

EXTERIOR

ANDREA PARKER
DJ britânica de techno/electro, Andrea Parker chamou a atenção também como produtora com "Kiss My ARP", lançado pelo selo Mo'Wax em 1999. Ela também é uma remixer, fazendo trabalhos para gente como Ryuichi Sakamoto, The Orb e Depeche Mode.

BETH GIBBONS
Influenciada por Edith Piaf, a cantora fumante e melancólica do Portishead se tornou uma das grandes vozes do trip hop.

Björk
Björk
BJÖRK
Ex-cantora dos Sugarcubes, teve uma brilhante carreira solo fazendo pop eletrônico que foi ficando cada vez mais bizarro e inacessível com o passar dos anos. Volta esse ano produzida por Timbaland. Grande influência no pop nórdico de Royskopp e The Knife com seu vocal que oscila entre frágil e épico.

CANDI STATON
Diva da disco que tinha um vocal mais rouco, conhecida mais pela famosíssima "Young Hearts Run Free". Na era acid house, voltou ao centro das atenções quando um accappella seu foi usado em "You Got The Love", do The Source.

CHAKA KHAN
Dona de um vozeirão raro, Yvette Marie Stevens adotou o nome Chaka Khan quando andava com os Panteras Negras. Teve sucesso como cantora do Rufus nos anos 70, mas seu maior legado é "I Feel for You", cover de Prince com inspiração rap.

DELIA DERBYSHIRE
Uma pioneira total. Ainda nos anos 60, Delia era uma música e engenheira de som trabalhando na BBC Radiophonic Workshop, um departamento da emissora dedicada a produzir sons e temas para os programas e que é considerado um foco desbravador de experimentação eletrônica. Dalia foi a principal compositora do futurista tema do seriado Dr. Who (usado em "Doctorin' the Tardis", dos Timelords).

DJ RAP
Inglesa que se criou na cena drum'n'bass e depois se mudou para os EUA, onde hoje vai muito bem tocando house e DB. Está em primeiro lugar na lista das top 100 DJs mulheres do site Shejay.

Donna Summer
Donna Summer
DONNA SUMMER
A rainha da disco, dona de um vocal teatral e abrangente. Em parceria com o produtor Giorgio Moroder teve uma seqüência imbatível de hits de pista e rádio nos anos 70, incluindo inovações como o ofegante groove erótico de "Love To Love You Baby" e a lisergia futurista 100% eletrônica de "I Feel Love".

ELLEN ALLIEN
A estrela do cenário techno de Berlim dirige um dos selos mais prestigiados do momento, o Bpitch Control. Fora isso, produz minimal/electro de qualidade, arrisca projetos experimentais e lota o cartão de milhagem tocando mundo afora.

FIRST CHOICE
Trio feminimo da disco, liderado por Rochelle Fleming, cujos clássicos são referência para a música eletrônica, incluindo o ultra-sampleado "Let No Man Put Asunder".

JENNY RAMPLING
Mulher do DJ Danny Rampling e cabeça, promoter e hostess do clube Shoom, peça-chave no nascimento da acid house, em Londres, 1987/88.

JUDY WEINSTEIN
Empresária crucial no desenvolvimento da cena musical nova-iorquina, Judy trabalha nos bastidores da cena da cidade desde o começo dos anos 80. Em sociedade com David Morales, ela mantém a agência e produtora Def Mix.

Kelli Hand
Kelli Hand
KELLI HAND
DJ, produtora e dona de selo de Detroit que, além da qualidade de seu trabalho, se notabilizou por ser a ÚNICA mulher a se destacar na masculina cena da cidade que deu origem ao techno.

LADY MISS KIER
Vocalista do Deee-Lite (que varreu o mundo com "Groove Is In the Heart" em 1990) que depois seguiu uma respeitada carreira internacional como DJ de drum'n'bass e house. Fez participações vocais em discos de Bootsy Collins e A Guy Called Gerald.

LAURIE ANDERSON
Cantora e compositora experimental que lançou discos eletrônicos bem esquisitos, hit entre o povo cabeça "moderno" dos anos 80. Do meio disso saiu o improvável sucesso "O Superman", que já foi remixado e sampleado muitas e muitas vezes.

Loleatta Holloway
Loleatta Holloway
LOLEATTA HOLLOWAY
A diva das divas. Dona de pulmões atômicos, seus gritos em clássicos da disco como "Relight My Fire" (com Dan Hartman) e "Love Sensation" alimentaram dezenas de faixas eletrônicas a partir do fim dos anos 80 (começando com Black Box).

MADONNA
Nunca uma artista pop deveu tanto à dance music. Madonna surgiu nos clubes de Nova York, apadrinhada pelos DJs Jellybean e Mark Kamins. Seu melhor material é focado na pista de dança e ele sempre chamou a fina flor das cabines para remixar seus singles. Seu último álbum é uma volta às suas raízes clubber: Confessions on a Dancefloor.

MAGDA
Americana que se tornou a musa do minimal através de suas produções para selos como M_nus e Foundsound e de sets pelo mundo afora. Reza a lenda que é mulher de Richie Hawtin.

MISS DJAX
Essa DJ, produtora e empresária holandesa fez história no techno com seu selo Djax-Up Beats, cujo auge foi a metade dos anos 90. Ela construiu uma ponte entre a rispidez e a aceleração do techno europeu e suas raízes de Chicago e Detroit.

Miss Kittin
Miss Kittin
MISS KITTIN
O mundo a conheceu cantando sobre faixas do The Hacker, que a fez musa do momento electroclash do começo dos anos 00. Mas, Frank Sinatras à parte, a francesa Caroline Hervé provou que era uma DJ de electro e techno consistente, com muita história para contar.

MISTRESS BARBARA
Canadense que era parte das altas esferas do funky techno até a virada da década. De uns anos para cá, repaginou seu som e agora faz minimal. Recentemente, assinou com a galera esquisitona do selo Border Community.

MONIKA KRUSE
Um dos maiores nomes de techno da Alemanha (homem ou mulher), Monika é uma DJ de prestígio internacional. Já trabalhou como modelo e jornalista, e hoje é chefona dos selos Terminal M e Electric Avenue.

PARIS GREY
Formava o Inner City ao lado de Kevin Saunderson. É sua a voz de alguns dos clássicos eternos da música eletrônica como "Good Life", "Big Fun" e "Pennies From Heaven".

Sandra Collins
Sandra Collins
SANDRA COLLINS
DJ de trance e house dos EUA que se tornou rapidamente um dos nomes mais conhecidos daquele país. Ela se criou nas raves do deserto californiano nos anos 90 e foi a única mulher a assinar uma coletânea da Ministry of Sound.

SHARA NELSON
Vocalista do Massive Attack em várias das faixas de seu álbum histórico Blue Lines como "Unfinished Sympathy" e "Daydreaming".

SISTER BLISS
DJ e produtora inglesa que era parte do Faithless, que emplacou uma porção de hits nos anos 90, sendo "Insomnia" o maior deles.

TRACEY THORN
A vocalista e compositora do Everything but the Girl embalou muita pista cantando hits como "Missing" e "Walking Wounded". É casada com o DJ e produtor Ben Watt e promete álbum novo para março de 2007, gravado em casa com um gravador K7 e lapidado por gente como Ewan Person.

Ya Kid K
Ya Kid K
YA KID K
MC responsável pelos raps/vocais nos hits do Technotronic. "Pump Up The Jam/Pump It Up"... só por essa ela já merece estar aqui.

DIVAS DE UM HIT SÓ
Elas vieram, cantaram e sumiram. Mas seus hits são eternos. Valeu Robin S, Crystal Waters, Ce Ce Peniston, Alison Limerick, Baby D, Rozalla, Ultra Naté, Barbara Tucker, entre várias outras.

Gaía Passarelli
Gaía Passarelli (gp @ rraurl.com)
mp3 is killing hometaping
comentários
XTO
XTO (13.03.07)
0AprovadoQueima
Acabou tendo 2 programas em homenagem às mulheres na Pipa Musical. Mas elas mereciam mais...
http://pipa.xto.pro.br/?p=17
Fernando Fiel
Fernando Fiel (09.03.07)
0AprovadoQueima
Quero ver KAMMY na Chemical. Moro no Rio ainda não vi ela tocar. Isso é um pecado... rs

Mas domingo vou curtir um pouco o som dela.

=)
franca
franca (09.03.07)
0AprovadoQueima
deveria existir o dia do homem... e as mulheres ficariam com todos os outros.
Rennó
Rennó (09.03.07)
0AprovadoQueima
Faltaram Martha Wash e Jocelyn Brown.

:)
sete
sete (09.03.07)
0AprovadoQueima
A Gaía é hors concours.

:)

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