25.06.08 17:15
Mesmo num ano em que as moças foram tema de inspiração, o Sónar 2008 teve testosterona exalando da maioria de suas tendas (especialmente na parte noturna do festival), com DJs tocando músicas do Justice até rachar e uma estética Ed Banger se impondo em vários sets.Ainda assim, a irlandesa Roisin Murphy colocou todo mundo no bolso e fez uma das apresentações mais impecáveis do Sónar. Profissional, seu show teve figurinos ótimos, banda afinada, duas backing vocals incríveis, repertório dançante e uma enorme presença de palco.
Marcado para sexta-feira às duas da manhã no palco SonarPark, o show de Roisin acontencia no mesmo horário das apresentações de Justice (no SonarClub) e Richie Hawtin + clã do Minus (SonarPub). Minha indecisão sobre o que assistir durou poucos segundos. Claro que Minus e Justice são legais, mas alguma coisa me dizia pra ir ver a irlandesa.
No dia seguinte, fiquei bem feliz quando ouvi que os próprios donos do Sónar estavam tratando Roisin, entre eles, de a "musa do Sónar", de tão bom que o show havia sido. Pena não ter visto Justice nem o showcase da Minus. Mas festival é assim, e quanto menos ansiosa por ver tudo eu vou me tornando, mais shows de qualidade eu acabo vendo. Ponto pra Roisin, fervida e muito profissa.
Agora, meninos, o grande "desce" desse Sónar foi mesmo o Hercules & Love Affair, né? O que era aquela banda? O que eram aqueles metais? Tinha um gato dentro abafando tudo? Ou de duas uma: 1) os músicos titulares perderam o vôo em Nova York e tiveram que ser substituídos às pressas por músicos ali das Ramblas 2) O Andy Butler está levando seu sucesso tão numa boa que dispensou músicos de verdade e recrutou amigos que tocavam na fanfarra da escola, na época do colegial.
Foi bem estranho ver a grande promessa do Sónar fazer tão feio. Fiquei pensando nas caras dos promotores de outros festivais que escalaram o Hercules como headliner neste verão europeu vendo aquilo. Mas, também, como adivinhar? H & LA fez o disco que todo mundo ouviu e dançou no início deste ano. E mesmo quando tocaram o mega-hit "Blind", nem os mais fritos conseguiam se empolgar, especialmente pela ausência do vocal de Antony.
Capítulo à parte eram as duas vocalistas. Sem dúvidas, elas devem ser boas DJs ou boas amigas. Mas cantoras, não, por favor. Cereja do bolo foi o figurino da vocalista mais alta, que parecia tirado de uma sátira da banda Calypso. Tudo bem que a Europa vive seu verão mais trash 80's dos últimos tempos, mas parecia que a moça ia começar uma aula de lamba-aeróbica, e não um show de um dos artistas mais falados de 2008.
Mais sobre o festival, nas fotos que você vê aí embaixo. É bom estar de volta :-)

Vários babies circularam pelo Sónar Dia com fones como este

Não faz a fashionista: usar sapato novo no festival custa caro

Drink de caneta Bic e a agradável grama do "Ibira" (aka Sónar Village)

Aqui não tem dogão: na saída do Sónar Noite, carnes não-identificadas

C-H-I-C: Roisin deviria ter escrito aquele livro

Efedemin: um DJ com nome de remédio, só pode ser ótimo!

Daedelus brilhou no showcase da Ninja Tune

A baixinha Goldfrapp vira gigante no palco

A-Track e DJ Mehdi: som de bofe muito bem mixado!

Eu gosto tanto de berinjela que virei uma

Roisin Murphy dá uma cabelada no line-up

Falando em cabelo, Alison Goldfrapp esqueceu a chapa
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.

e esse babe fofo...
se deus queiser veremos Roisin Murphy ou aqui ou na argentina esse ano.
Agora só falta o show gongado da Madonna no Brasil pra fechar o ano.