Laurent Garnier vai tocar pra molecada no Sónar deste ano

Em tempos de crise, até os grandes festivais do mundo têm que rebolar pra seguir na ativa. O veterano Sónar, de Barcelona, anunciou que vai voltar suas forças para um line-up mais eletrônico, e de artistas menos conhecidos. Ou seja, mais baratos.
Depois de edições com megaultra headliners (de Roisin Murphy a Chic), o festival vai enfiar os pés de volta na música eletrônica mais underground. Que delícia!
E tem mais novidade. Aliás, eu vi isso acontecer... estreia em 2009 o SónarKids, pensado para "estimular e despertar o interesse das crianças pela música eletrônica". O Sónarzinho vai rolar durante a tarde do dia 21 de junho, no Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (onde todos os anos acontece a parte diurna do festival), para pequenos de 0 a 14 anos.
Confirmados para tocar pros guris estão os espanhóis DJ2D e Mala Rodríguez, além do top juntador de tribos Laurent Garnier. Tem filhos ou sobrinhos? Começa já a buscar passagens pra lá!
31.03.09 19:365 comentários

Em tempos de crise, até os grandes festivais do mundo têm que rebolar pra seguir na ativa. O veterano Sónar, de Barcelona, anunciou que vai voltar suas forças para um line-up mais eletrônico, e de artistas menos conhecidos. Ou seja, mais baratos.
Depois de edições com megaultra headliners (de Roisin Murphy a Chic), o festival vai enfiar os pés de volta na música eletrônica mais underground. Que delícia!
E tem mais novidade. Aliás, eu vi isso acontecer... estreia em 2009 o SónarKids, pensado para "estimular e despertar o interesse das crianças pela música eletrônica". O Sónarzinho vai rolar durante a tarde do dia 21 de junho, no Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (onde todos os anos acontece a parte diurna do festival), para pequenos de 0 a 14 anos.
Confirmados para tocar pros guris estão os espanhóis DJ2D e Mala Rodríguez, além do top juntador de tribos Laurent Garnier. Tem filhos ou sobrinhos? Começa já a buscar passagens pra lá!
Tags: sónar, barcelona, sonarkids, laurent garnier, festival
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Gui Boratto sem fôlego 2
06.03.09 22:173 comentários
Que crise, gente?
Ontem a madrugada foi pequena pra multidão que lotou o Clash Club, em São Paulo, pro lançamento de Take My Breath Away, do Gui Boratto. Ele tocou feliz da vida, dá uma olhada:




São poucas fotos, eu sei. Mas a bateria da máquina e também a da dona acabou bem antes do final da festa. Parabéns, Gui!
Ontem a madrugada foi pequena pra multidão que lotou o Clash Club, em São Paulo, pro lançamento de Take My Breath Away, do Gui Boratto. Ele tocou feliz da vida, dá uma olhada:




São poucas fotos, eu sei. Mas a bateria da máquina e também a da dona acabou bem antes do final da festa. Parabéns, Gui!
Tags: gui boratto, take my breath away, clash club
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Gui Boratto sem fôlego!

Sai pelo selo Kompakt lá fora e pela ST2 aqui o segundo disco do produtor midas da música eletrônica Brasileira, Gui Boratto. Adoro vê-lo fazendo sucesso, porque, aqui deixo o jornalismo de lado, ele é gente fina demais e não mudou um pingo o seu jeitão moleque por causa do sucesso. Ponto.
"Take My Breath Away" já chegará às lojas com rufar de tambores da crítica e DJs dos mais tops do mundo loucos pra tocá-lo e remixá-lo. Então, pro Gui, a questão do segundo disco, habitualmente calcanhar de Aquiles pra muita gente que foi muito bem no primeiro, já nasceu resolvida.
Logo mais à noite ele lança o disco no Clash, com festão. Algumas horas atrás, ele me respondeu as seguintes perguntas:
TDJS - Depois de rodar o mundo divulgando o disco Chromophobia, o que você absorveu dessa experiência que poderá ser ouvido em Take My Breath Away?
Gui Boratto - Acho que em dois anos, eu fiz umas 10 ou 11 tours. Sem contar o Brasil, todo fim de semana. A troca de informação entre produtores, DJs, até mesmo nas ruas de países de culturas completamente diferentes é muito proveitosa. Mas o processo de feitura do TMBA foi muito parecido com o Chromophobia. Fiz o disco todo em casa, normalmente pelas manhãs, estendendo até o fim de tarde. Isso faz total diferença, de fazer um som às 3h da manhã após uma garrafa de vinho. E claro, no fundo, a gente coloca na música tudo aquilo que vivencia.
TDJS - Você acaba de remixar pro Pet Shop Boys, já trabalhou intensamente
com Bomb The Bass, entre vários outros nomes mega da música. Como é receber as músicas desses caras que até ontem era apenas seus ídolos - e hoje são colegas?
Gui Boratto - Hahaha....realmente é maravilhoso. Não só eles, que têm um grande nome, mas outras parcerias são legais igualmente. Acho que a troca de informação é que é legal. Independente de ser um nome grande ou pequeno.
TDJS - Cite três momentos dos mais importantes pra evolução da sua carreira
até agora
Gui Boratto - Lançamento do Arquipélago, lançamento do álbum Chromophobia e o lançamento do Take My Breath Away

TDJS - O seu tratamento deve ter mudado bastante nos clubes e festivais por onde você passa. Já dá pra se sentir um artista internacional do primeiro time? O que muda?
Gui Boratto - Isso é verdade. Mas eu não ligo. Às vezes até tenho saudade de passar despercebido. É meio chato ter uma galerinha te puxando over o saco.
Mas ao mesmo tempo, é sinal de reconhecimento do meu trabalho, que realmente
foi difícil. Quem me conhece sabe que venho há tempos trabalhando na minha
música.
TDJS - Chromophobia te deixou conhecido em todas as pistas e festivais do
mundo. E agora com o disco novo, o que você espera/deseja?
Gui Boratto - Eu apenas espero seguir o rumo natural das coisas. Para aqueles que curtem o meu som, não vão se decepcionar. Estou feliz com minha atual situação. Gosto de clubes pequenos e não tenho ambição de me tornar um Daft Punk ou Chemical Brothers da vida. Acho que o mais importante é continuar honesto com a sua música. Até agora estou conseguindo me manter íntegro.
06.03.09 02:2335 comentários

Sai pelo selo Kompakt lá fora e pela ST2 aqui o segundo disco do produtor midas da música eletrônica Brasileira, Gui Boratto. Adoro vê-lo fazendo sucesso, porque, aqui deixo o jornalismo de lado, ele é gente fina demais e não mudou um pingo o seu jeitão moleque por causa do sucesso. Ponto.
"Take My Breath Away" já chegará às lojas com rufar de tambores da crítica e DJs dos mais tops do mundo loucos pra tocá-lo e remixá-lo. Então, pro Gui, a questão do segundo disco, habitualmente calcanhar de Aquiles pra muita gente que foi muito bem no primeiro, já nasceu resolvida.
Logo mais à noite ele lança o disco no Clash, com festão. Algumas horas atrás, ele me respondeu as seguintes perguntas:
TDJS - Depois de rodar o mundo divulgando o disco Chromophobia, o que você absorveu dessa experiência que poderá ser ouvido em Take My Breath Away?
Gui Boratto - Acho que em dois anos, eu fiz umas 10 ou 11 tours. Sem contar o Brasil, todo fim de semana. A troca de informação entre produtores, DJs, até mesmo nas ruas de países de culturas completamente diferentes é muito proveitosa. Mas o processo de feitura do TMBA foi muito parecido com o Chromophobia. Fiz o disco todo em casa, normalmente pelas manhãs, estendendo até o fim de tarde. Isso faz total diferença, de fazer um som às 3h da manhã após uma garrafa de vinho. E claro, no fundo, a gente coloca na música tudo aquilo que vivencia.
TDJS - Você acaba de remixar pro Pet Shop Boys, já trabalhou intensamente
com Bomb The Bass, entre vários outros nomes mega da música. Como é receber as músicas desses caras que até ontem era apenas seus ídolos - e hoje são colegas?
Gui Boratto - Hahaha....realmente é maravilhoso. Não só eles, que têm um grande nome, mas outras parcerias são legais igualmente. Acho que a troca de informação é que é legal. Independente de ser um nome grande ou pequeno.
TDJS - Cite três momentos dos mais importantes pra evolução da sua carreira
até agora
Gui Boratto - Lançamento do Arquipélago, lançamento do álbum Chromophobia e o lançamento do Take My Breath Away

TDJS - O seu tratamento deve ter mudado bastante nos clubes e festivais por onde você passa. Já dá pra se sentir um artista internacional do primeiro time? O que muda?
Gui Boratto - Isso é verdade. Mas eu não ligo. Às vezes até tenho saudade de passar despercebido. É meio chato ter uma galerinha te puxando over o saco.
Mas ao mesmo tempo, é sinal de reconhecimento do meu trabalho, que realmente
foi difícil. Quem me conhece sabe que venho há tempos trabalhando na minha
música.
TDJS - Chromophobia te deixou conhecido em todas as pistas e festivais do
mundo. E agora com o disco novo, o que você espera/deseja?
Gui Boratto - Eu apenas espero seguir o rumo natural das coisas. Para aqueles que curtem o meu som, não vão se decepcionar. Estou feliz com minha atual situação. Gosto de clubes pequenos e não tenho ambição de me tornar um Daft Punk ou Chemical Brothers da vida. Acho que o mais importante é continuar honesto com a sua música. Até agora estou conseguindo me manter íntegro.
Tags: gui boratto, take my breath away, kompakt
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Chris Miller, a top... less DJ brasileira

Tá, isso até que demorou pra acontecer por aqui...
Hit nos países do leste europeu, a primeira representante do "topless DJing" chegou, segundo seu release, pra "abalar a noite paulistana de um modo diferente".
Eu vou pinçar alguns pontos fundamentais pra você entender a proposta da DJ Christiane Miller, 24.

- Modelo fotográfica, se tornou DJ há quase um ano
- Nascida em Apucarana-PR, faz a galera pular na pista (a galera ou os peitos?) em suas apresentações nas grandes casas noturnas de São Paulo
- Segundo a DJ Chris Miller: "Música é para os ouvidos, os olhos precisam de algo especial para admirar e quem sabe viajar de uma forma diferente enquanto rola o pancadão"
- A DJ recentemente teria feito uma viagem à Espanha para realizar um curso com um renomado profissional residente na PACHA CLUB, cidade de Valência.
A frase, neste tempo verbal, me deixou confusa... ela foi ou não pra Espanha?
- Ela toca tribal house com um DJ chamado Malbeck. Será que ele é argentino?
Gente, eu poderia contar muito mais, mas uma entrevista é melhor que mil imagens, então tá aqui o Poveza conversando com a moça:
Vai Dar o Que Falar, com Poveza
E já que tamos aqui, segue a agenda, pra você que ficou interessado. Desculpa, mas o serviço veio sem os endereços (tipo, você não sabe onde fica a Secrett, desatualizado????):
27/2 - Loja Abusada
7/3 - Secrett
13/3 - Nefertitti
27.02.09 03:2123 comentários

Tá, isso até que demorou pra acontecer por aqui...
Hit nos países do leste europeu, a primeira representante do "topless DJing" chegou, segundo seu release, pra "abalar a noite paulistana de um modo diferente".
Eu vou pinçar alguns pontos fundamentais pra você entender a proposta da DJ Christiane Miller, 24.
- Modelo fotográfica, se tornou DJ há quase um ano
- Nascida em Apucarana-PR, faz a galera pular na pista (a galera ou os peitos?) em suas apresentações nas grandes casas noturnas de São Paulo
- Segundo a DJ Chris Miller: "Música é para os ouvidos, os olhos precisam de algo especial para admirar e quem sabe viajar de uma forma diferente enquanto rola o pancadão"
- A DJ recentemente teria feito uma viagem à Espanha para realizar um curso com um renomado profissional residente na PACHA CLUB, cidade de Valência.
A frase, neste tempo verbal, me deixou confusa... ela foi ou não pra Espanha?
- Ela toca tribal house com um DJ chamado Malbeck. Será que ele é argentino?
Gente, eu poderia contar muito mais, mas uma entrevista é melhor que mil imagens, então tá aqui o Poveza conversando com a moça:
Vai Dar o Que Falar, com Poveza
E já que tamos aqui, segue a agenda, pra você que ficou interessado. Desculpa, mas o serviço veio sem os endereços (tipo, você não sabe onde fica a Secrett, desatualizado????):
27/2 - Loja Abusada
7/3 - Secrett
13/3 - Nefertitti
Tags: peitola, juggs, mamas, comissão de frente
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
MC Hammer e Vanilla Ice juntos nos EUA
18.02.09 03:338 comentários
Falem o que quiser: um show patrocinado por uma empresa encurralada pela crise (Polaroid), em Orem (oi?) Utah, trazendo dois ídolos caidaços da dance music farofa dos anos 90. Posso falar uma coisa só? Eu e minhas calças de gênio da lâmpada adoraríamos estar lá, no dia 27 de fevereiro.
Mas... Can't touch this. Chuif.
Mas... Can't touch this. Chuif.
Tags: mc hammer, vanilla ice
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Poly Som, a guerreira fábrica de vinis de Belford Roxo, vai voltar à ativa

Olha que notícia boa pra esta sexta-feira cinzenta: a única fábrica de vinis do Brasil, a Poly Som, falecida ano passado, vai voltar a funcionar!
A notícia é quente: a gravadora Deck Disc, brava independente carioca que explodiu no mercado com artistas Pitty e a banda Dead Fish, tá prestes a bater o martelo da compra da burlesca prensadora de vinis.
Não é mara?
Assim que sairem mais detalhes eu posto aqui. Por enquanto, dá uma lembrada no histórico da Poly Som. A matéria abaixo eu fiz quando visitei a fábrica em janeiro de 2002
Única empresa a produzir discos de vinil no país corre risco de fechar
CLAUDIA ASSEF
enviada especial ao Rio
De uma rua de terra batida em Belford Roxo, município pobre no subúrbio do Rio, saem todos os discos de vinil produzidos hoje no país.
Não são muitos. Em média, 5.000 LPs novos são prensados por mês no Brasil. Quase nada para um país que chega a fabricar 100 milhões de CDs por ano -quase 200 milhões se entrar na conta o mercado dos piratas.
A fabricação do LP resiste no Brasil graças aos esforço do industriário Nilton José Rocha. Em 99, dois anos depois de as grandes gravadoras abandonarem a produção dos vinis, Rocha, 54, montou a Poly Som. Queria manter viva a fabricação de bolachas, métier em que se meteu em 1969.
A empreitada, que, segundo ele, "nasceu por causa do coração, não do tino comercial", agora corre risco de fechar as portas.
Depois de passar pelas áreas de produção da Polygram, Continental e CID (Companhia Industrial de Discos), Rocha montou a fábrica. "Parece coisa de maluco se meter a produzir vinil quando todos os outros estavam abandonando o barco", brinca. "Foi por paixão mesmo", diz Rocha, que tem em casa uma coleção de 300 discos de grandes orquestras.
A pequena demanda, o alto preço do acetato -matéria-prima básica na fabricação do vinil- e o maquinário afetado pelo tempo podem forçar a Poly Som a abandonar a produção de discos em breve.
No lugar das bolachas, a fábrica passaria a produzir "bugigangas plásticas de mercado fácil", segundo as palavras do dono, como copos de plástico e cornetas. A Poly Som já começou a fazer os tais copinhos, aliás.
Segundo as contas de Luciana Carvalho, 26, da área administrativa da Poly Som, a fábrica vai produzir em janeiro 5.140 LPs, divididos entre rock, hip hop e música eletrônica.
Nos bons tempos, a Poly Som chegou a fabricar até 150 mil LPs por mês, boa parte para a Igreja Evangélica, um de seus principais clientes no passado.
A pirataria, que em 2001 comeu quase metade do mercado de CDs do Brasil, foi a culpada também, segundo o pessoal da Poly Som, pelo afastamento de sua maior cliente. "O pessoal começou a ver que o CD pirata da igreja custava bem menos do que um LP", diz Luciana.
Ela calcula que, se todos os pedidos para produção de discos que recebeu em janeiro vingarem, a fábrica terá fôlego para funcionar até março.
"Temos capacidade para produzir 5.000 discos por dia, mas temos feito essa quantidade durante um mês", diz o técnico de corte William Carvalho, 21, que pilota o torno, o rack e a mesa, equipamentos que dão o pontapé à feitura do vinil. O rapaz trabalha na fábrica há dois anos e sonha ser DJ.
A Poly Som funciona com três funcionários, além de Rocha, o dono. Outros dois são chamados somente nos dias em que a fábrica está produzindo, o que acontece uma ou duas vezes por semana.
A falta de pedidos faz com que haja pouca grana no caixa. Pagamentos têm de ser sacrificados para que seja garantida a compra de matéria-prima. "O jeito é pagar o que dá, que é uma ajuda para alimentação e transporte", diz Luciana, que também é caixa da Poly Som. "Só assim podemos pagar fornecedores."
O maquinário antigo faz com que os funcionários precisem de atenção redobrada.
Numa sala escura e com equipamentos repletos de poeira e graxa, Benedito Simplício Marques, 64, o seu Benê, diz qual é o segredo para contornar a falta de maquinário moderno.
"É preciso fazer tudo com muito amor e sem "apavoramento'", diz o galvonoplasta, nome do profissional responsável por transformar o disco de acetato numa espécie de fôrma, que posteriormente é usada para moldar o vinil na prensa. "A gente tem que tirar a qualidade de dentro da gente, porque o equipamento é bem velho mesmo", diz.
Seu Benê lamenta que o mercado de vinil seja tão pequeno no Brasil. Ele mesmo é um apreciador do som das bolachas. "Ouço em casa LPs do Orlando Silva e do Nelson Gonçalves."
O desgaste do maquinário afasta clientes potenciais como os produtores de música eletrônica.
"Eles reclamam muito que nosso corte sai com problema nos agudos", diz o técnico de corte William Carvalho.
13.02.09 19:277 comentários

Olha que notícia boa pra esta sexta-feira cinzenta: a única fábrica de vinis do Brasil, a Poly Som, falecida ano passado, vai voltar a funcionar!
A notícia é quente: a gravadora Deck Disc, brava independente carioca que explodiu no mercado com artistas Pitty e a banda Dead Fish, tá prestes a bater o martelo da compra da burlesca prensadora de vinis.
Não é mara?
Assim que sairem mais detalhes eu posto aqui. Por enquanto, dá uma lembrada no histórico da Poly Som. A matéria abaixo eu fiz quando visitei a fábrica em janeiro de 2002
Única empresa a produzir discos de vinil no país corre risco de fechar
CLAUDIA ASSEF
enviada especial ao Rio
De uma rua de terra batida em Belford Roxo, município pobre no subúrbio do Rio, saem todos os discos de vinil produzidos hoje no país.
Não são muitos. Em média, 5.000 LPs novos são prensados por mês no Brasil. Quase nada para um país que chega a fabricar 100 milhões de CDs por ano -quase 200 milhões se entrar na conta o mercado dos piratas.
A fabricação do LP resiste no Brasil graças aos esforço do industriário Nilton José Rocha. Em 99, dois anos depois de as grandes gravadoras abandonarem a produção dos vinis, Rocha, 54, montou a Poly Som. Queria manter viva a fabricação de bolachas, métier em que se meteu em 1969.
A empreitada, que, segundo ele, "nasceu por causa do coração, não do tino comercial", agora corre risco de fechar as portas.
Depois de passar pelas áreas de produção da Polygram, Continental e CID (Companhia Industrial de Discos), Rocha montou a fábrica. "Parece coisa de maluco se meter a produzir vinil quando todos os outros estavam abandonando o barco", brinca. "Foi por paixão mesmo", diz Rocha, que tem em casa uma coleção de 300 discos de grandes orquestras.
A pequena demanda, o alto preço do acetato -matéria-prima básica na fabricação do vinil- e o maquinário afetado pelo tempo podem forçar a Poly Som a abandonar a produção de discos em breve.
No lugar das bolachas, a fábrica passaria a produzir "bugigangas plásticas de mercado fácil", segundo as palavras do dono, como copos de plástico e cornetas. A Poly Som já começou a fazer os tais copinhos, aliás.
Segundo as contas de Luciana Carvalho, 26, da área administrativa da Poly Som, a fábrica vai produzir em janeiro 5.140 LPs, divididos entre rock, hip hop e música eletrônica.
Nos bons tempos, a Poly Som chegou a fabricar até 150 mil LPs por mês, boa parte para a Igreja Evangélica, um de seus principais clientes no passado.
A pirataria, que em 2001 comeu quase metade do mercado de CDs do Brasil, foi a culpada também, segundo o pessoal da Poly Som, pelo afastamento de sua maior cliente. "O pessoal começou a ver que o CD pirata da igreja custava bem menos do que um LP", diz Luciana.
Ela calcula que, se todos os pedidos para produção de discos que recebeu em janeiro vingarem, a fábrica terá fôlego para funcionar até março.
"Temos capacidade para produzir 5.000 discos por dia, mas temos feito essa quantidade durante um mês", diz o técnico de corte William Carvalho, 21, que pilota o torno, o rack e a mesa, equipamentos que dão o pontapé à feitura do vinil. O rapaz trabalha na fábrica há dois anos e sonha ser DJ.
A Poly Som funciona com três funcionários, além de Rocha, o dono. Outros dois são chamados somente nos dias em que a fábrica está produzindo, o que acontece uma ou duas vezes por semana.
A falta de pedidos faz com que haja pouca grana no caixa. Pagamentos têm de ser sacrificados para que seja garantida a compra de matéria-prima. "O jeito é pagar o que dá, que é uma ajuda para alimentação e transporte", diz Luciana, que também é caixa da Poly Som. "Só assim podemos pagar fornecedores."
O maquinário antigo faz com que os funcionários precisem de atenção redobrada.
Numa sala escura e com equipamentos repletos de poeira e graxa, Benedito Simplício Marques, 64, o seu Benê, diz qual é o segredo para contornar a falta de maquinário moderno.
"É preciso fazer tudo com muito amor e sem "apavoramento'", diz o galvonoplasta, nome do profissional responsável por transformar o disco de acetato numa espécie de fôrma, que posteriormente é usada para moldar o vinil na prensa. "A gente tem que tirar a qualidade de dentro da gente, porque o equipamento é bem velho mesmo", diz.
Seu Benê lamenta que o mercado de vinil seja tão pequeno no Brasil. Ele mesmo é um apreciador do som das bolachas. "Ouço em casa LPs do Orlando Silva e do Nelson Gonçalves."
O desgaste do maquinário afasta clientes potenciais como os produtores de música eletrônica.
"Eles reclamam muito que nosso corte sai com problema nos agudos", diz o técnico de corte William Carvalho.
Tags: poly som, vinil, deck disc
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Renato Cohen cai na disco music

Em 2008, quando tocou pela primeira vez na Discology, Renato Cohen impressionou muita gente pela profundidade da cavucada no baú da velha música de pista. Ele comprou a ideia de tocar coisas velhas, levou a sério a pesquisa, e o resultado foi um dos melhores sets já ouvidos na Discology - e olha que a competição é ingrata, considerando-se a qualidade dos DJs que já passaram pela cabine da festa.
Por alto, lembro dele tocando a ubberclássica "Weekend", versão do Class Action, alguma música do Players Association, acho que até um Tim Maia Disco Club, se não me engano. Sei que foi muito bom, impecável.
No fim do ano passado, ele me ligou dizendo que queria tocar de novo na Discology, porque estava irremediavelmente louco por disco music. Imagino a destruição que será este segundo set.
Eu e o Camilo Rocha estamos bem felizes com o line-up desta segunda Discology do ano. Primeiro porque começamos 2009 com os pés direitos, com Tim Sweeney fazendo um set que fundiu disco, acid house, ítalo e até rock (não acreditei quando ele tocou "Go", do Tom's Own Tail) numa noite memorável. Segundo porque a versão 2.0 da festa Quebrada ganhou novo nome, Go!, e estreia com o inglês Jonty Skurff, prata da casa.
Então, se o seu negócio é disco ou novas batidas, o seu lugar neste sábado é o Vegas.
DISCOLOGY vs GO!
VEGAS CLUB - SÁBADO - 7 de FEVEREIRO
RUA AUGUSTA, 765
TOUCH AND GO!
residentes
CAMILO ROCHA e CLAU ASSEF
convidados
RENATO COHEN - Discology
JONTY SKRUFFF (Berlim) - GO!
07.02.09 18:009 comentários

Em 2008, quando tocou pela primeira vez na Discology, Renato Cohen impressionou muita gente pela profundidade da cavucada no baú da velha música de pista. Ele comprou a ideia de tocar coisas velhas, levou a sério a pesquisa, e o resultado foi um dos melhores sets já ouvidos na Discology - e olha que a competição é ingrata, considerando-se a qualidade dos DJs que já passaram pela cabine da festa.
Por alto, lembro dele tocando a ubberclássica "Weekend", versão do Class Action, alguma música do Players Association, acho que até um Tim Maia Disco Club, se não me engano. Sei que foi muito bom, impecável.
No fim do ano passado, ele me ligou dizendo que queria tocar de novo na Discology, porque estava irremediavelmente louco por disco music. Imagino a destruição que será este segundo set.
Eu e o Camilo Rocha estamos bem felizes com o line-up desta segunda Discology do ano. Primeiro porque começamos 2009 com os pés direitos, com Tim Sweeney fazendo um set que fundiu disco, acid house, ítalo e até rock (não acreditei quando ele tocou "Go", do Tom's Own Tail) numa noite memorável. Segundo porque a versão 2.0 da festa Quebrada ganhou novo nome, Go!, e estreia com o inglês Jonty Skurff, prata da casa.
Então, se o seu negócio é disco ou novas batidas, o seu lugar neste sábado é o Vegas.
DISCOLOGY vs GO!
VEGAS CLUB - SÁBADO - 7 de FEVEREIRO
RUA AUGUSTA, 765
TOUCH AND GO!
residentes
CAMILO ROCHA e CLAU ASSEF
convidados
RENATO COHEN - Discology
JONTY SKRUFFF (Berlim) - GO!
Tags: renato cohen, discology, quebrada, go!, clau assef, camilo rocha
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Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Jerome Hill está entre nós

A primeira vez que vi Jerome Hill tocar foi no finado Ampgalaxy, acho que era final de2004. Ele tocava no andar de cima, e a música que saia das caixas de som, uma mistura de dub, funk, Motown, acid house, techno, breakbeat e rockabilly me fez ir olhar de perto quem era aquele DJ tão ousado.
Quando cheguei perto, vi Jerome discotecando basicamente apenas com discos de 7 polegadas, mixando com precisão de circurgião, concetrado na mistura de sons do passado com batidas sempre atuais.
Logo que ele saiu da cabine, começamos a falar sobre música e acabei ganhando um novo amigo. Depois de viver em São Paulo por dois anos e meio, este doce canceriano está de volta para visitar amigos e tocar. Neste sábado, ele mostra seu mix de coisas malucas e sempre muito dançantes do clube Kraft, em Campinas, onde tocou também no sábado passado.
Sempre afogado em discos, Jerome passou os últimos dias entre São Paulo e Santos, onde vive outra grande amiga sua, a DJ Mara Bruiser. Em companhia da namorada, a também DJ Lusinda, ele aproveita cada minuto no Brasil e não deixa de passar sempre que pode no seu lar longe de Londres, o Paulista Grill.
Enquanto arrumava discos pra ir pra Campinas, peguei o rapaz pra esta rápida entrevista:
TDJS - Quando foi a primeira vez que veio ao Brasil e o que você achou daqui?
Jerome Hill - Foi o (DJ) Enrico que me bookou pro aniversário do Susi In Transe, acho que foi em 2003. Adorei tudo! A cidade, as pessoas, a cena underground tinha várias coisas em comum com a de Londres. DJs como Julião, Enrico e Phantasmas estavam tocando coisas bem parecidas com o que rolava na Europa na época. Gostei muito do jeito das pessoas, foi realmente uma experiência marcante.
TDJS - E por que você resolveu morar em São Paulo?
Jerome Hill - Foi metade pela música e metade pelos amigos.
TDJS - Quando te vi tocando pela primeira vez, você só estava usando discos de 7 polegadas. Como você consome música hoje?
Jerome Hill - Hoje não tem mais tantas lojas, então eu compro bastante coisa pela internet, mas eu gosto de vinil, sempre vinil.
TDJS - E quantos discos você tem?
Jerome Hill - Acabei vendendo os mais genéricos, mas ainda mantenho os que amo, os que são eternos. Devo ter uns 6.000.
TDJS - E da onde vem o gosto por música antiga?
Jerome Hill - Aprendi a ouvir música com meu pai, que era um grande fã de rock dos anos 50, de Chuck Berry, essas coisas. Eu cresci ouvindo isso, e depois fui atrás de outros gêneros e décadas. Eu amo música eletrônica, mas é preciso saber que antes dela, muitos outros estilos de música fizeram as pessoas dançar. Eu simplesmente adoro fuçar.
TDJS - Uma amiga minha mando um email dizendo que as coisas em Londres andam meio deprês, por causa da crise. Você já sentiu isso?
Jerome Hill - Existe um sentimento meio dark, não tem como não perceber. Conheço pessoas que perderam seus empregos também. Ainda bem que ainda tenho o meu!
TDJS - O que você faz além de tocar?
Jerome Hill - Faço produção para grandes shows, vou atrás das coisas que os artistas pedem nos camarins, por exemplo. Já trabalhei pro Metallica, Prodigy, Neil Diamond, Slipknot... aliás, eles são o máximo! Agora, posso falar um cara que é muito cuzão? O Kayne West, bota aí por favor que ele é um idiota, que só pensa nele mesmo. Ah, e também faço produção pra tele-catch, que é superdivertido.
TDJS - O que você tem tocado nos seus sets ultimamente?
Jerome Hill - Ah...(pensando)... (abre o case)... Tenho tocado muita coisa de hard Chicago house, gosto muito dos lançamentos do selo francês Frankie Records, que tem bons artistas de minimal, Britcore, oldschool hip hop e funk, e também de funk e swing alemão dos anos 60 e 70. Entre os produtores que estão no meu case agora, estão Ben Pest, Luke's Anger, The Bug, Tobias Schmidt e PTO.
Em tempo, pra saber mais sobre Jerome, dá uma olhada no My Space dele
31.01.09 19:0010 comentários

A primeira vez que vi Jerome Hill tocar foi no finado Ampgalaxy, acho que era final de2004. Ele tocava no andar de cima, e a música que saia das caixas de som, uma mistura de dub, funk, Motown, acid house, techno, breakbeat e rockabilly me fez ir olhar de perto quem era aquele DJ tão ousado.
Quando cheguei perto, vi Jerome discotecando basicamente apenas com discos de 7 polegadas, mixando com precisão de circurgião, concetrado na mistura de sons do passado com batidas sempre atuais.
Logo que ele saiu da cabine, começamos a falar sobre música e acabei ganhando um novo amigo. Depois de viver em São Paulo por dois anos e meio, este doce canceriano está de volta para visitar amigos e tocar. Neste sábado, ele mostra seu mix de coisas malucas e sempre muito dançantes do clube Kraft, em Campinas, onde tocou também no sábado passado.
Sempre afogado em discos, Jerome passou os últimos dias entre São Paulo e Santos, onde vive outra grande amiga sua, a DJ Mara Bruiser. Em companhia da namorada, a também DJ Lusinda, ele aproveita cada minuto no Brasil e não deixa de passar sempre que pode no seu lar longe de Londres, o Paulista Grill.
Enquanto arrumava discos pra ir pra Campinas, peguei o rapaz pra esta rápida entrevista:
TDJS - Quando foi a primeira vez que veio ao Brasil e o que você achou daqui?
Jerome Hill - Foi o (DJ) Enrico que me bookou pro aniversário do Susi In Transe, acho que foi em 2003. Adorei tudo! A cidade, as pessoas, a cena underground tinha várias coisas em comum com a de Londres. DJs como Julião, Enrico e Phantasmas estavam tocando coisas bem parecidas com o que rolava na Europa na época. Gostei muito do jeito das pessoas, foi realmente uma experiência marcante.
TDJS - E por que você resolveu morar em São Paulo?
Jerome Hill - Foi metade pela música e metade pelos amigos.
TDJS - Quando te vi tocando pela primeira vez, você só estava usando discos de 7 polegadas. Como você consome música hoje?
Jerome Hill - Hoje não tem mais tantas lojas, então eu compro bastante coisa pela internet, mas eu gosto de vinil, sempre vinil.
TDJS - E quantos discos você tem?
Jerome Hill - Acabei vendendo os mais genéricos, mas ainda mantenho os que amo, os que são eternos. Devo ter uns 6.000.
TDJS - E da onde vem o gosto por música antiga?
Jerome Hill - Aprendi a ouvir música com meu pai, que era um grande fã de rock dos anos 50, de Chuck Berry, essas coisas. Eu cresci ouvindo isso, e depois fui atrás de outros gêneros e décadas. Eu amo música eletrônica, mas é preciso saber que antes dela, muitos outros estilos de música fizeram as pessoas dançar. Eu simplesmente adoro fuçar.
TDJS - Uma amiga minha mando um email dizendo que as coisas em Londres andam meio deprês, por causa da crise. Você já sentiu isso?
Jerome Hill - Existe um sentimento meio dark, não tem como não perceber. Conheço pessoas que perderam seus empregos também. Ainda bem que ainda tenho o meu!
TDJS - O que você faz além de tocar?
Jerome Hill - Faço produção para grandes shows, vou atrás das coisas que os artistas pedem nos camarins, por exemplo. Já trabalhei pro Metallica, Prodigy, Neil Diamond, Slipknot... aliás, eles são o máximo! Agora, posso falar um cara que é muito cuzão? O Kayne West, bota aí por favor que ele é um idiota, que só pensa nele mesmo. Ah, e também faço produção pra tele-catch, que é superdivertido.
TDJS - O que você tem tocado nos seus sets ultimamente?
Jerome Hill - Ah...(pensando)... (abre o case)... Tenho tocado muita coisa de hard Chicago house, gosto muito dos lançamentos do selo francês Frankie Records, que tem bons artistas de minimal, Britcore, oldschool hip hop e funk, e também de funk e swing alemão dos anos 60 e 70. Entre os produtores que estão no meu case agora, estão Ben Pest, Luke's Anger, The Bug, Tobias Schmidt e PTO.
Em tempo, pra saber mais sobre Jerome, dá uma olhada no My Space dele
Tags: jerome hill, britcore, 7 polegadas
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.



