[Visual Jóquei] Divirta-se
12.03.08 02:493 comentários
"Roupas, óculos, vacinas. Você é um cyborg"
"O mundo é em banda larga. Sua vida, zipada"
Esta são frases mais que adequadas para um novo formato de colante, o cyber sticker, brincadeira lançada na web pela artista Marilei Fiorelli e André Lemos, coordenador do Centro de Pesquisas da UFBA e membro do Ars Eletronica.
É um projeto "https", ou seja, "high tech total popular stickers". Quem quiser pode baixar as imagens, colar e enviar novamente para o site. É Creative Commons. Ou seja, pode divertir-se e brincar. Visite o https.

"O mundo é em banda larga. Sua vida, zipada"
Esta são frases mais que adequadas para um novo formato de colante, o cyber sticker, brincadeira lançada na web pela artista Marilei Fiorelli e André Lemos, coordenador do Centro de Pesquisas da UFBA e membro do Ars Eletronica.
É um projeto "https", ou seja, "high tech total popular stickers". Quem quiser pode baixar as imagens, colar e enviar novamente para o site. É Creative Commons. Ou seja, pode divertir-se e brincar. Visite o https.

Tags: marilei, fiorelli, andre, lemos
[Todo DJ Já Sambou] Ademir Lemos, pai do funk

Como já disse aqui, estou revendo o texto do livro "Todo DJ Já Sambou" pra segunda edição. Ontem remexi nas origens da música black no Brasil. E, claro, fui parar em Ademir Lemos.
Acho que é justo dizer que ele foi o DJ de black mais importante da história do país. Começou tocando na chique Le Bateau, no Rio, nos anos 60. Mas foi com os Bailes da Pesada, que fazia no Canecão, com Big Boy, que ele ficou conhecido.
Ademir foi o primeiro DJ brasileiro a se preocupar efetivamente com a técnica, e não apenas com o repertório. Entrou para a história ao lançar o primeiro vinil nacional sem intervalos entre músicas - o disco "Le Bateau", lançado em 1970 pela Top Tape. As faixas não eram mixadas, mas coladas umas às outras, formando uma seqüência de batidas.
No Le Bateau, dançava na pista junto com o povo, e suas performances ficaram famosas. Ademir dizia que só havia se tornado discotecário graças a seus dotes como dançarino. Dizia ter sido a primeira chacrete da TV, dançando rock no programa "Brotos Comando 1966", da TV Continental, do Rio.
O DJ também atacou como produtor. Depois de agradar ao pessoal da Top Tape com uma série de coletâneas bem-sucedidas comercialmente, levou para a gravadora o grupo de rock setentista Módulo 1000. Acabou como co-produtor do único disco da banda, "Não Fale com Paredes", lançado em 1971. O vinil virou peça de colecionador e é disputado em várias partes do mundo até hoje.
Nos anos 80, Ademir tentou se lançar como cantor. Mais uma vez visionário, anteviu a onda do funk. Gravou o "Rap do Arrastão", mas não chegou a estourar. Fez sucesso com outra música, "O Rapa", que teve produção do DJ Iraí Campos.
Tem uma apresentação do DJ no programa "Milk-Shake", da Angélica. Repare na letra de duplo sentido...
Ademir Lemos morreu em 1998, aos 52 anos de idade, em conseqüência de complicações numa cirurgia, à qual foi submetido depois de uma queda. Na época, Ademir morava na casa da filha, em São Paulo.
27.02.08 15:541 comentário

Como já disse aqui, estou revendo o texto do livro "Todo DJ Já Sambou" pra segunda edição. Ontem remexi nas origens da música black no Brasil. E, claro, fui parar em Ademir Lemos.
Acho que é justo dizer que ele foi o DJ de black mais importante da história do país. Começou tocando na chique Le Bateau, no Rio, nos anos 60. Mas foi com os Bailes da Pesada, que fazia no Canecão, com Big Boy, que ele ficou conhecido.
Ademir foi o primeiro DJ brasileiro a se preocupar efetivamente com a técnica, e não apenas com o repertório. Entrou para a história ao lançar o primeiro vinil nacional sem intervalos entre músicas - o disco "Le Bateau", lançado em 1970 pela Top Tape. As faixas não eram mixadas, mas coladas umas às outras, formando uma seqüência de batidas.
No Le Bateau, dançava na pista junto com o povo, e suas performances ficaram famosas. Ademir dizia que só havia se tornado discotecário graças a seus dotes como dançarino. Dizia ter sido a primeira chacrete da TV, dançando rock no programa "Brotos Comando 1966", da TV Continental, do Rio.
O DJ também atacou como produtor. Depois de agradar ao pessoal da Top Tape com uma série de coletâneas bem-sucedidas comercialmente, levou para a gravadora o grupo de rock setentista Módulo 1000. Acabou como co-produtor do único disco da banda, "Não Fale com Paredes", lançado em 1971. O vinil virou peça de colecionador e é disputado em várias partes do mundo até hoje.
Nos anos 80, Ademir tentou se lançar como cantor. Mais uma vez visionário, anteviu a onda do funk. Gravou o "Rap do Arrastão", mas não chegou a estourar. Fez sucesso com outra música, "O Rapa", que teve produção do DJ Iraí Campos.
Tem uma apresentação do DJ no programa "Milk-Shake", da Angélica. Repare na letra de duplo sentido...
Ademir Lemos morreu em 1998, aos 52 anos de idade, em conseqüência de complicações numa cirurgia, à qual foi submetido depois de uma queda. Na época, Ademir morava na casa da filha, em São Paulo.
Tags: ademir lemos
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.