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[Bate-Estaca] O perrengue de Grooverider na prisão
08.05.08 10:552 comentários
O DJ inglês de drum'n'bass Grooverider foi preso em novembro passado em Dubai por uma quantidade ínfima de maconha. Foi condenado à quatro anos e agora passa seus dias em condições subhumanas (na real, nada diferente de uma típica prisão brasileira). Dizem que seus gastos com advogados já o levaram quase à falência.

Quem esteve na mesma situação foi o produtor de TV inglês Cat Le-Huy, que é gerente de tecnologia da Endemol inglesa, que produz o Big Brother de lá. Le-Huy teve um pouco mais de sorte e só ficou preso no inferno árabe por 40 dias. A acusação contra ele, de portar 0.03 gramas de haxixe, acabou sendo retirada.

Ele agora pretende começar uma campanha para libertar outros estrangeiros presos nos Emirados Árabes. A seguir algumas coisas que Le-Huy contou sobre a prisão na "maravilhosa" Dubai.

NOVE GRINGOS POR DIA
"Uma porcentagem muito pequena deles era culpada de tentar trazer algo para dentro do país e eram, em grande parte, inocentes. Estas pessoas trancadas numa prisão estrangeira, estão perdendo coisas em suas vidas como seus empregos e o suas obrigações bancárias. Durante o festival de compras de Dubai, recebíamos uma média de nove estrangeiros por dia."

PEDÓFILO
"A maior parte não eram criminosos de verdade, mas tinha um pedófilo. Tínhamos dois garotos, um de 15 e outro de 17, mas eles não eram mantidos longe dele. Tomávamos conta deles mas uma noite ele chutou abaixo a porta da cela de outro cara, foi bem perturbador."

HIV
"Havia medo de HIV e hepatite na prisão. Demoravam para separar os doentes do resto. Eles também drogavam pessoas. Um cara chegou e ele gritava dia e noite, deixando todo mundo acordado. Ele simplesmente se deitava na própria urina e fezes. Eles o jogaram na solitária até melhorar e ele contou que os guardas o injetaram com alguma coisa."

IMUNDÍCIE
"Os banheiros eram absolutamente imundos, as privadas sempre transbordando. Rolou também um surto de salmonella, mas a prisão negava que estivesse acontecendo."

LEITURA CONFISCADA
"Os prisioneiras também tinham que lidar com guardas que mudavam as regras de acordo com seu humor. Às vezes, eram forçados a ficar horas na chuva enquanto suas celas eram vasculhadas ou material de leitura era confiscado."

"Só tínhamos para ler o que outros prisioneiros haviam deixado para trás, escondido."
Tags: grooverider, dubai, drogas
Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
Putz! Putz!
[Bate-Estaca] DJ pioneiro pega quatro anos de cadeia
08.02.08 22:0517 comentários
Dubai: céu azul, realidade sombria
Céu azul, realidade sombria
Grooverider, DJ de drum'n'bass com programa na BBC e um reconhecido pioneiro da música eletrônica, foi condenado a quatro anos de prisão em Dubai por porte de 0.003 gramas de maconha. Ele foi detido no aeroporto da segunda maior cidade dos Emirados Árabes no final de novembro. Com ele também foram encontrados DVDs de "pornô hardcore".

"A quantidade de droga encontrada não seria visível a olho nu e pesa menos que um grão de açúcar", publicou o jornal londrino Evening Standard, segundo conta Jonty Skrufff em seu boletim semanal Skrufff News.

Alguns anos atrás, Dallas Austin, produtor de R&B americano, foi preso em Dubai com um grama de cocaína e ecstasy. Graças às suas boas conexões, ele conseguiu a intervenção de um político americano e dos músicos Lionel Richie e Quincy Jones no caso e acabou sendo deportado. Apesar de usar o mesmo advogado que Dallas, Grooverider não teve a mesma sorte.

TOLERÂNCIA ZERO
É fato conhecido que os países islâmicos são extremamente severos com relação a drogas. A Arábia Saudita, por exemplo, costuma aplicar a pena de morte em casos de posse e tráfico. Os Emirados Árabes chegam a distorções absurdas em sua política de tolerância zero. Sem falar que as condições prisionais são brutais e sub-humanas.

Na internet tem vários casos. Uma mulher inglesa ficou detida por dois meses e meio porque um teste de urina detectou um analgésico controlado nos Emirados (que ela usava para alivar dores nas costas). Nesse tempo, ela não viu a luz do dia e chegou a ficar oito horas presa a uma corrente com os braços para cima. Um americano que trabalhava como oficial anti-narcóticos para as Nações Unidas foi pego com vestígios de haxixe. Segundo ele, eram resíduos que ficaram de seu contínuo manuseio de drogas quando trabalhava na sua função no Afeganistão. Mesmo assim, foi condenado a quatro anos.

MENTALIDADE MEDIEVAL
Um executivo da Endemol UK, que faz o Big Brother inglês, também se encontra detido em Dubai no momento sem acusação formal. Ele foi preso por portar um remédio que no Reino Unido é legal e não precisa de receita. O produtor foi interrogado, revistado minuciosamente e teve sua urina testada. Também foi obrigado a assinar papéis em árabe que não sabia ler.

Um caso especialmente aterrorizante foi o de um adolescente francês sequestrado e estuprado por quatro homens. Ele não só foi desencorajado pelas autoridades a registrar queixa como também ameaçado de prisão por "atividades homossexuais".

Dubai tem gasto muito dinheiro para promover seu turismo e uma imagem de cidade moderna e desenvolvida (a companhia aérea Emirates recentemente iniciou vôos São Paulo-Dubai). Não se engane. A verdade é que esse símbolo do novorriquismo petrolífero é um lugar de mentalidade medieval, autoritária e desumana. Deve ser evitado a todo custo (detalhe: até passageiros em trânsito no aeroporto de Dubai podem ser detidos).
Tags: grooverider, dubai, drogas
Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
Putz! Putz!
[Bate-Estaca] Grooverider roda em Dubai
30.11.07 03:30Deixe seu comentário
Grooverider, um dos pioneiros do drum'n'bass e dono de progama na Radio One, da BBC, foi preso essa semana em Dubai, nos Emirados Árabes, por posse de maconha e DVDs de pornô hardcore. Ele pode ser condenado à prisão, onde a pena mínima nesse caso seria de quatro anos, ou, se tiver sorte, deportado.

Foi o que aconteceu com Dallas Austin, produtor de R&B americano, preso em Dubai certa vez com um grama de cocaína e ecstasy. Graças às suas boas conexões, ele conseguiu a intervenção de um político americano e dos músicos Lionel Richie e Quincy Jones no caso e acabou sendo deportado.

Dubai, assim como vários países da Oriente Médio, tem tolerância menos 500 com drogas. Até mesmo uma semente no bolso pode resultar em prisão. Não faz muito o Jonty Skrufff nos contou sobre uma série de prisões de estrangeiros por lá por quantidades irrisórias de drogas: um inglês com 1,71 g de ecstasy, outro inglês com 0.07 g de haxixe e um americano com 0.9 g de maconha, tudo nos últimos quatro meses.

Mas o que ganhou de todos no quesito surreal foi um egípcio que foi em cana depois que a polícia de Dubai o submeteu a um exame de sangue e detectou traços de maconha no seu organismo. Segundo o egípcio, ele tinha fumado maconha vários dias antes de viajar.

Tem ainda a história de outro turista, que se diz filho de Bob Marley, também aguardando julgamento. Bom, para este a polícia de lá deve ter usado a capa do disco Catch A Fire, de Bob Marley, de 1973, como evidência. Lá, o saudoso Bob aparece com um baseadão fumacento pendurado na boca, o que deve ter levado a polícia árabe a prender o suposto filho por ter maconha no DNA.

Faz lembrar o pesadelo retratado no filme Expresso da Meia Noite, baseado na história real de um jovem americano preso com haxixe na Turquia e que acaba passando anos numa infernal prisão de lá.
Tags: grooverider, dubai
Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
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