[Bate-Estaca] O Globo lança blog sobre drogas

Em países mais avançados, falar sobre a questão das drogas sem partir para a ignorância ou ver demônios é normal. O tema consegue ser tratado em tons diferentes do preto e do branco.
Por exemplo, quando se fala de usuários, os retratos são bem mais realistas e diversos do que o triplo chavão junkie/perdedor/bandido.
(Um bom exemplo é este obituário sobre o pai do LSD, Albert Hoffman, que descreve uma de suas experiências lisérgicas como "maravilhosa, com imagens 'abrindo e fechando em círculos e espirais, explodindo em fontes coloridas'". Saiu na The Economist, umas das revistas de economia e negócios mais respeitadas do mundo. Não dá pra imaginar algo assim saindo na Exame).
Aqui, na terra do Cidade Alerta e do blog do Reinaldo Azevedo, onde até bebedouro em balada rende polêmica, ainda falta muito pra chegar nisso.
MUITA INFORMAÇÃO
Semana retrasada, foi dado um enorme passo numa direção mais inteligente. O site do jornal O Globo, isso mesmo d' O Globo, lançou um blog sobre drogas onde o assunto é abordado de forma madura e sensata. Tem uma dose sadia de opinião, mas o que dá autoridade mesmo para a empreitada são quantidades maciças de informação.
O ÚLTIMO TABU
Um dos primeiros posts do blog Sobre Drogas, intitulado "O último tabu", abre com a frase: "As drogas existem desde que o mundo é mundo." Depois vem um resumo da proposta do blog:
"A discussão franca sobre o problema das drogas talvez seja, hoje, o último grande tabu da nossa sociedade. Este blog, se não tem nem de longe a pretensão de derrubá-lo, espera pelo menos ajudar a encará-lo. Quer jogar uma luz sobre possíveis soluções, e ajudar a distinguir fato e preconceito. E quer, principalmente, agregar a seu redor a comunidade interessada em enriquecer a discussão sobre o assunto."
"Uma comunidade que, dentro e fora da internet, poderá contribuir - aí sim, com muito mais eficiência - para o princípio de um processo de modernização das políticas públicas sobre o tema."
PESQUISA
Enquanto isso, no dia 2/11, a versão impressa d' O Globo publicou uma extensa pesquisa sobre consumo de drogas na noite do Rio. Alguns dos resultados: 35% dos entrevistados na noite admitiu que já usou algum tipo de droga; 44% dos pais sabem; 71% dos usuários compra com facilidade; 73.3% tem rendimento familiar mensal acima de dez salários mínimos.
Na pesquisa, o ecstasy aparece como a segunda droga ilícita mais usada, depois da maconha (a cocaína vem em terceiro).
No dia seguinte à publicação da pesquisa, o jornal escreveu um editorial onde questiona a eficácia da política de repressão defendida pela ONU e por tantos governos do mundo. Chega perto de defender a descriminalização.
O Globo mandou muito bem: mais luz, menos obscurantismo. É o único caminho.
10.11.08 23:4037 comentários

Em países mais avançados, falar sobre a questão das drogas sem partir para a ignorância ou ver demônios é normal. O tema consegue ser tratado em tons diferentes do preto e do branco.
Por exemplo, quando se fala de usuários, os retratos são bem mais realistas e diversos do que o triplo chavão junkie/perdedor/bandido.
(Um bom exemplo é este obituário sobre o pai do LSD, Albert Hoffman, que descreve uma de suas experiências lisérgicas como "maravilhosa, com imagens 'abrindo e fechando em círculos e espirais, explodindo em fontes coloridas'". Saiu na The Economist, umas das revistas de economia e negócios mais respeitadas do mundo. Não dá pra imaginar algo assim saindo na Exame).
Aqui, na terra do Cidade Alerta e do blog do Reinaldo Azevedo, onde até bebedouro em balada rende polêmica, ainda falta muito pra chegar nisso.
MUITA INFORMAÇÃO
Semana retrasada, foi dado um enorme passo numa direção mais inteligente. O site do jornal O Globo, isso mesmo d' O Globo, lançou um blog sobre drogas onde o assunto é abordado de forma madura e sensata. Tem uma dose sadia de opinião, mas o que dá autoridade mesmo para a empreitada são quantidades maciças de informação.
O ÚLTIMO TABU
Um dos primeiros posts do blog Sobre Drogas, intitulado "O último tabu", abre com a frase: "As drogas existem desde que o mundo é mundo." Depois vem um resumo da proposta do blog:
"A discussão franca sobre o problema das drogas talvez seja, hoje, o último grande tabu da nossa sociedade. Este blog, se não tem nem de longe a pretensão de derrubá-lo, espera pelo menos ajudar a encará-lo. Quer jogar uma luz sobre possíveis soluções, e ajudar a distinguir fato e preconceito. E quer, principalmente, agregar a seu redor a comunidade interessada em enriquecer a discussão sobre o assunto."
"Uma comunidade que, dentro e fora da internet, poderá contribuir - aí sim, com muito mais eficiência - para o princípio de um processo de modernização das políticas públicas sobre o tema."
PESQUISA
Enquanto isso, no dia 2/11, a versão impressa d' O Globo publicou uma extensa pesquisa sobre consumo de drogas na noite do Rio. Alguns dos resultados: 35% dos entrevistados na noite admitiu que já usou algum tipo de droga; 44% dos pais sabem; 71% dos usuários compra com facilidade; 73.3% tem rendimento familiar mensal acima de dez salários mínimos.
Na pesquisa, o ecstasy aparece como a segunda droga ilícita mais usada, depois da maconha (a cocaína vem em terceiro).
No dia seguinte à publicação da pesquisa, o jornal escreveu um editorial onde questiona a eficácia da política de repressão defendida pela ONU e por tantos governos do mundo. Chega perto de defender a descriminalização.
O Globo mandou muito bem: mais luz, menos obscurantismo. É o único caminho.
Tags: drogas, o globo, ecstasy
[Bate-Estaca] O perrengue de Grooverider na prisão
08.05.08 10:552 comentários
O DJ inglês de drum'n'bass Grooverider foi preso em novembro passado em Dubai por uma quantidade ínfima de maconha. Foi condenado à quatro anos e agora passa seus dias em condições subhumanas (na real, nada diferente de uma típica prisão brasileira). Dizem que seus gastos com advogados já o levaram quase à falência.
Quem esteve na mesma situação foi o produtor de TV inglês Cat Le-Huy, que é gerente de tecnologia da Endemol inglesa, que produz o Big Brother de lá. Le-Huy teve um pouco mais de sorte e só ficou preso no inferno árabe por 40 dias. A acusação contra ele, de portar 0.03 gramas de haxixe, acabou sendo retirada.
Ele agora pretende começar uma campanha para libertar outros estrangeiros presos nos Emirados Árabes. A seguir algumas coisas que Le-Huy contou sobre a prisão na "maravilhosa" Dubai.
NOVE GRINGOS POR DIA
"Uma porcentagem muito pequena deles era culpada de tentar trazer algo para dentro do país e eram, em grande parte, inocentes. Estas pessoas trancadas numa prisão estrangeira, estão perdendo coisas em suas vidas como seus empregos e o suas obrigações bancárias. Durante o festival de compras de Dubai, recebíamos uma média de nove estrangeiros por dia."
PEDÓFILO
"A maior parte não eram criminosos de verdade, mas tinha um pedófilo. Tínhamos dois garotos, um de 15 e outro de 17, mas eles não eram mantidos longe dele. Tomávamos conta deles mas uma noite ele chutou abaixo a porta da cela de outro cara, foi bem perturbador."
HIV
"Havia medo de HIV e hepatite na prisão. Demoravam para separar os doentes do resto. Eles também drogavam pessoas. Um cara chegou e ele gritava dia e noite, deixando todo mundo acordado. Ele simplesmente se deitava na própria urina e fezes. Eles o jogaram na solitária até melhorar e ele contou que os guardas o injetaram com alguma coisa."
IMUNDÍCIE
"Os banheiros eram absolutamente imundos, as privadas sempre transbordando. Rolou também um surto de salmonella, mas a prisão negava que estivesse acontecendo."
LEITURA CONFISCADA
"Os prisioneiras também tinham que lidar com guardas que mudavam as regras de acordo com seu humor. Às vezes, eram forçados a ficar horas na chuva enquanto suas celas eram vasculhadas ou material de leitura era confiscado."
"Só tínhamos para ler o que outros prisioneiros haviam deixado para trás, escondido."
Quem esteve na mesma situação foi o produtor de TV inglês Cat Le-Huy, que é gerente de tecnologia da Endemol inglesa, que produz o Big Brother de lá. Le-Huy teve um pouco mais de sorte e só ficou preso no inferno árabe por 40 dias. A acusação contra ele, de portar 0.03 gramas de haxixe, acabou sendo retirada.
Ele agora pretende começar uma campanha para libertar outros estrangeiros presos nos Emirados Árabes. A seguir algumas coisas que Le-Huy contou sobre a prisão na "maravilhosa" Dubai.
NOVE GRINGOS POR DIA
"Uma porcentagem muito pequena deles era culpada de tentar trazer algo para dentro do país e eram, em grande parte, inocentes. Estas pessoas trancadas numa prisão estrangeira, estão perdendo coisas em suas vidas como seus empregos e o suas obrigações bancárias. Durante o festival de compras de Dubai, recebíamos uma média de nove estrangeiros por dia."
PEDÓFILO
"A maior parte não eram criminosos de verdade, mas tinha um pedófilo. Tínhamos dois garotos, um de 15 e outro de 17, mas eles não eram mantidos longe dele. Tomávamos conta deles mas uma noite ele chutou abaixo a porta da cela de outro cara, foi bem perturbador."
HIV
"Havia medo de HIV e hepatite na prisão. Demoravam para separar os doentes do resto. Eles também drogavam pessoas. Um cara chegou e ele gritava dia e noite, deixando todo mundo acordado. Ele simplesmente se deitava na própria urina e fezes. Eles o jogaram na solitária até melhorar e ele contou que os guardas o injetaram com alguma coisa."
IMUNDÍCIE
"Os banheiros eram absolutamente imundos, as privadas sempre transbordando. Rolou também um surto de salmonella, mas a prisão negava que estivesse acontecendo."
LEITURA CONFISCADA
"Os prisioneiras também tinham que lidar com guardas que mudavam as regras de acordo com seu humor. Às vezes, eram forçados a ficar horas na chuva enquanto suas celas eram vasculhadas ou material de leitura era confiscado."
"Só tínhamos para ler o que outros prisioneiros haviam deixado para trás, escondido."
Tags: grooverider, dubai, drogas
[Bate-Estaca] DJ pioneiro pega quatro anos de cadeia
Grooverider, DJ de drum'n'bass com programa na BBC e um reconhecido pioneiro da música eletrônica, foi condenado a quatro anos de prisão em Dubai por porte de 0.003 gramas de maconha. Ele foi detido no aeroporto da segunda maior cidade dos Emirados Árabes no final de novembro. Com ele também foram encontrados DVDs de "pornô hardcore".
"A quantidade de droga encontrada não seria visível a olho nu e pesa menos que um grão de açúcar", publicou o jornal londrino Evening Standard, segundo conta Jonty Skrufff em seu boletim semanal Skrufff News.
Alguns anos atrás, Dallas Austin, produtor de R&B americano, foi preso em Dubai com um grama de cocaína e ecstasy. Graças às suas boas conexões, ele conseguiu a intervenção de um político americano e dos músicos Lionel Richie e Quincy Jones no caso e acabou sendo deportado. Apesar de usar o mesmo advogado que Dallas, Grooverider não teve a mesma sorte.
TOLERÂNCIA ZERO
É fato conhecido que os países islâmicos são extremamente severos com relação a drogas. A Arábia Saudita, por exemplo, costuma aplicar a pena de morte em casos de posse e tráfico. Os Emirados Árabes chegam a distorções absurdas em sua política de tolerância zero. Sem falar que as condições prisionais são brutais e sub-humanas.
Na internet tem vários casos. Uma mulher inglesa ficou detida por dois meses e meio porque um teste de urina detectou um analgésico controlado nos Emirados (que ela usava para alivar dores nas costas). Nesse tempo, ela não viu a luz do dia e chegou a ficar oito horas presa a uma corrente com os braços para cima. Um americano que trabalhava como oficial anti-narcóticos para as Nações Unidas foi pego com vestígios de haxixe. Segundo ele, eram resíduos que ficaram de seu contínuo manuseio de drogas quando trabalhava na sua função no Afeganistão. Mesmo assim, foi condenado a quatro anos.
MENTALIDADE MEDIEVAL
Um executivo da Endemol UK, que faz o Big Brother inglês, também se encontra detido em Dubai no momento sem acusação formal. Ele foi preso por portar um remédio que no Reino Unido é legal e não precisa de receita. O produtor foi interrogado, revistado minuciosamente e teve sua urina testada. Também foi obrigado a assinar papéis em árabe que não sabia ler.
Um caso especialmente aterrorizante foi o de um adolescente francês sequestrado e estuprado por quatro homens. Ele não só foi desencorajado pelas autoridades a registrar queixa como também ameaçado de prisão por "atividades homossexuais".
Dubai tem gasto muito dinheiro para promover seu turismo e uma imagem de cidade moderna e desenvolvida (a companhia aérea Emirates recentemente iniciou vôos São Paulo-Dubai). Não se engane. A verdade é que esse símbolo do novorriquismo petrolífero é um lugar de mentalidade medieval, autoritária e desumana. Deve ser evitado a todo custo (detalhe: até passageiros em trânsito no aeroporto de Dubai podem ser detidos).
08.02.08 22:0517 comentários
Dubai: céu azul, realidade sombria

"A quantidade de droga encontrada não seria visível a olho nu e pesa menos que um grão de açúcar", publicou o jornal londrino Evening Standard, segundo conta Jonty Skrufff em seu boletim semanal Skrufff News.
Alguns anos atrás, Dallas Austin, produtor de R&B americano, foi preso em Dubai com um grama de cocaína e ecstasy. Graças às suas boas conexões, ele conseguiu a intervenção de um político americano e dos músicos Lionel Richie e Quincy Jones no caso e acabou sendo deportado. Apesar de usar o mesmo advogado que Dallas, Grooverider não teve a mesma sorte.
TOLERÂNCIA ZERO
É fato conhecido que os países islâmicos são extremamente severos com relação a drogas. A Arábia Saudita, por exemplo, costuma aplicar a pena de morte em casos de posse e tráfico. Os Emirados Árabes chegam a distorções absurdas em sua política de tolerância zero. Sem falar que as condições prisionais são brutais e sub-humanas.
Na internet tem vários casos. Uma mulher inglesa ficou detida por dois meses e meio porque um teste de urina detectou um analgésico controlado nos Emirados (que ela usava para alivar dores nas costas). Nesse tempo, ela não viu a luz do dia e chegou a ficar oito horas presa a uma corrente com os braços para cima. Um americano que trabalhava como oficial anti-narcóticos para as Nações Unidas foi pego com vestígios de haxixe. Segundo ele, eram resíduos que ficaram de seu contínuo manuseio de drogas quando trabalhava na sua função no Afeganistão. Mesmo assim, foi condenado a quatro anos.
MENTALIDADE MEDIEVAL
Um executivo da Endemol UK, que faz o Big Brother inglês, também se encontra detido em Dubai no momento sem acusação formal. Ele foi preso por portar um remédio que no Reino Unido é legal e não precisa de receita. O produtor foi interrogado, revistado minuciosamente e teve sua urina testada. Também foi obrigado a assinar papéis em árabe que não sabia ler.
Um caso especialmente aterrorizante foi o de um adolescente francês sequestrado e estuprado por quatro homens. Ele não só foi desencorajado pelas autoridades a registrar queixa como também ameaçado de prisão por "atividades homossexuais".
Dubai tem gasto muito dinheiro para promover seu turismo e uma imagem de cidade moderna e desenvolvida (a companhia aérea Emirates recentemente iniciou vôos São Paulo-Dubai). Não se engane. A verdade é que esse símbolo do novorriquismo petrolífero é um lugar de mentalidade medieval, autoritária e desumana. Deve ser evitado a todo custo (detalhe: até passageiros em trânsito no aeroporto de Dubai podem ser detidos).
Tags: grooverider, dubai, drogas
[Bate-Estaca] Repetitiva e de drogados, nem música é!
23.10.07 23:452 comentários
"Ninguém pode mais negar que seus clubes se tornaram ponto de fornecedores de drogas".
"Frequentemente fazem uso de maconha ou alguma outra droga para ocultar a monotonia de suas vidas e o bate-estaca sem fim da sua música noite após noite."
"Temos encontrado muito tráfico entre os envolvidos com essa música e não estou falando dos bons músicos mas daqueles que tocam esse tipo de música."
Os comentários acima se referem ao tipo de música mais perseguido pelos arautos da moral dos anos 30: o jazz. As duas primeiras são de jornais e a terceira é de um relatório de Harry Anslinger, chefão da comissão anti-drogas do governo americano que era linha duríssima e resolveu que o jazz era o bode expidatório perfeiro para sua cruzada moralista.
Já viu esse filme né? A cada década ele tem remake, só muda a trilha sonora.
Os extratos foram tirados do excelente livro Waiting for the Man - The Story of Drugs and Popular Music, de Harry Shapiro. Infelizmente, só tem em inglês. Mas vale a pena ler ser você domina o idioma.
É claro que maconha e heroína corriam solto entre os músicos de jazz, mas não entre todos. Além disso, a música (a mais popular da época) passou longe de transformar a juventude americana em milhões de drogados. Na verdade, o consumo de heroína nos EUA foi caindo até a virada dos anos 50 o que prova que os músicos só faziam mal a si mesmos.
No mesmo livro, um psiquiatra que tratou do genial (e junkíssimo) Charlie Parker disse que se não fosse a música, ele seria apenas um potencial doente mental, abandonado num hospital, esquecido por todos.
Uma palhinha de Charlie Parker (quem começa é Coleman Hawkins)
"Frequentemente fazem uso de maconha ou alguma outra droga para ocultar a monotonia de suas vidas e o bate-estaca sem fim da sua música noite após noite."
"Temos encontrado muito tráfico entre os envolvidos com essa música e não estou falando dos bons músicos mas daqueles que tocam esse tipo de música."
Os comentários acima se referem ao tipo de música mais perseguido pelos arautos da moral dos anos 30: o jazz. As duas primeiras são de jornais e a terceira é de um relatório de Harry Anslinger, chefão da comissão anti-drogas do governo americano que era linha duríssima e resolveu que o jazz era o bode expidatório perfeiro para sua cruzada moralista.
Já viu esse filme né? A cada década ele tem remake, só muda a trilha sonora.
Os extratos foram tirados do excelente livro Waiting for the Man - The Story of Drugs and Popular Music, de Harry Shapiro. Infelizmente, só tem em inglês. Mas vale a pena ler ser você domina o idioma.
É claro que maconha e heroína corriam solto entre os músicos de jazz, mas não entre todos. Além disso, a música (a mais popular da época) passou longe de transformar a juventude americana em milhões de drogados. Na verdade, o consumo de heroína nos EUA foi caindo até a virada dos anos 50 o que prova que os músicos só faziam mal a si mesmos.
No mesmo livro, um psiquiatra que tratou do genial (e junkíssimo) Charlie Parker disse que se não fosse a música, ele seria apenas um potencial doente mental, abandonado num hospital, esquecido por todos.
Uma palhinha de Charlie Parker (quem começa é Coleman Hawkins)
Tags: jazz, drogas
[QG DO RRAURL] Debate com Soninha sobre drogas
08.05.07 18:55Deixe seu comentário
O evento vai acontecer no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, a partir das 19h30, com palestras da própria Soninha, da mestre em psicologia social Mônica Gorgulho, da psicóloga e pesquisadora Stella Almeida e da DJ e jornalista Clau Assef. O público presente também poderá participar com perguntas e opiniões.
O auditório com 230 lugares receberá sua inscrição gratuita pelo telefone (11) 6824.4420 ou pelo email eventos@soninha.com.br.
O auditório com 230 lugares receberá sua inscrição gratuita pelo telefone (11) 6824.4420 ou pelo email eventos@soninha.com.br.
Tags: soninha, clau assef, claudia assef, baladaboa, reduc, redução de danos, drogas
[QG DO RRAURL] Governador do RJ quer descriminalização das drogas
13.02.07 19:358 comentários
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), defendeu a descriminalização das drogas ontem. Segundo ele, a situação atual não resolve nada o problema e só tem levado à mais morte e violência. Muitas cabeças pensantes do país, entre juristas, políticos e artistas, concordam que a proibição do uso precisa ser revista. Mas é a primeira vez que um governador de estado vem a público defender essa posição.
Tags: sérgio cabral, drogas