24.06.08 23:52
Tal como aconteceu com o Creamfields, que passou por dois anos em Curitiba e depois se mudou de mala e cuia para outras cidades, tudo indica que o TIM Festival seguirá o mesmo rumo e não realizará evento na capital paranaense em 2008.Uma pena tendo em vista o sucesso (público, crítica, etc..) do evento no ano passado, e uma pena maior ainda ver que o maior evento de música de Curitiba em 2008 pelo jeito vai ser mesmo o Lupaluna (a.k.a. Lupalama, Lupalixo e por aí segue), aquele que ia trazer o Lenny Kravitz mas acabou tendo como grande destaque a babada nova Cláudia Leite.
Ter que desembolsar uns bons trocados a mais para ir até São Paulo ou Buenos Aires para poder ver um bom festival de música pode até valer a pena pela diversão que essas viagens costumam ser, mas ao mesmo tempo não há explicação razoável para uma lacuna desse tamanho na agenda de uma cidade que tem público disposto a pagar bem para ir em bons eventos (vide o próprio TIM do ano passado, a 1ª edição do Creamfields, e shows com ingressos na faixa de R$ 200,00 que tem enchido o Teatro Unicenp...).
Curadores e promotores de festival, olhai por nós, e rápido que o ano ainda está na metade!
João Anzolin (joaoanzolin @ hotmail.com)
music expresses that which cannot be put into words and that which cannot remain silent
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Creamfields e TIM, aos meus olhos, não se configuram como "marcas" como as casas noturnas as são para o público...
bom saber que encontra-se público de tais casas no TIM Festival, mas como é bom saber que isso não é suficiente para se ter um festival de grande porte por aqui. Mas há de concordar comigo que uma Tribaltech consegue mobilizar um público maior que o Tim, não?
E dando uma olhada para trás, de 10 anos para cá, a noite curitibana realmente tem melhorado, principalmente o público. Acredito que estamos no caminho para viabilizar, em termos de público, festivais de tais porte. Mas não consigo imaginar isso para menos de 2, 3 anos.
No mais, é uma pena mesmo perder o Tim Festival.
Se realmente o público daqui fosse assim tão "apegado" às marcas, e não às atrações em si, Creamfields e TIM teriam longa vida, já que se tratam de marcas bem fortes.
Acho que o público de qualquer cidade quer um bom festival, e não tenho a menor dúvida que o investidor tem interesse no retorno que um festival com mais de 20 mil pessoas gera.
Por sinal, no TIM do ano passado foi ótimo ver público de muitas das casas citadas por você, juntos!